Soja volta a subir em Chicago nesta 3ª; demanda presente nos EUA contribui

Publicado em 25/08/2026 11:35
USDA anuncia nova venda de 132 mil t para destinos não revelados

Os preços da soja voltaram a subir no pregão desta terça-feira (25) na Bolsa de Chicago, após iniciarem o dia trabalhando em campo negativo e ampliando as perdas observadas na sessão anterior. Por volta de 11h20 (horário de Brasília), as cotações subiam de 3,50 a 4,50 pontos nos contratos mais negociados, com o novembro voltando aos US$ 12,27 e o março aos US$ 12,48 por bushel. 

No complexo, os futuros do óleo reduziram a intensidade das perdas e passam a perder pouco mais de 0,8%, enquanto o farelo já passava a operar, mais uma vez, do lado positivo da tabela. 

A soja encontra suporte na notícia de novas vendas de soja pelos EUA informada nesta terça pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) - de 132 mil toneladas para destinos não revelados - e pelas novas altas que o milho continua exibindo em Chicago. Ainda assim, permanece pressioando pelas informações sobre a nova safra dos EUA, pela queda expressiva do petróleo e de olho ainda no cenário macroeconômico. 

Um dos principais fatores de pressão continua sendo a perspectiva de uma produção elevada nos Estados Unidos. A estimativa divulgada pelo Pro Farmer apontou uma safra de soja de 124,4 milhões de toneladas, acima do esperado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e, se confirmada, sinalizando a possibilidade de ampla disponibilidade da oleaginosa no mercado norte-americano.

Além disso, o clima continua sendo acompanhado de perto pelos participantes do mercado. Apesar de algumas áreas produtoras enfrentarem problemas de umidade, as condições gerais ainda favorecem o desenvolvimento das lavouras em importantes regiões do Meio-Oeste, o que poderia levar ao resultado otimizado da nova safra do EUA.

Ontem, porém, o USDA trouxe uma nova redução no índice de lavouras de soja classificadas como boas ou excelentes. 

No Brasil, o cenário climático também merece atenção. Áreas do Centro-Oeste e do Centro-Norte enfrentam um quadro de baixa umidade e déficit hídrico, que pode superar 50 mm em algumas regiões ao longo dos próximos dias, deixando os produtores em alerta em um momento em que eles se preparam para iniciar uma nova temporada.

Em setembro, o vazio sanitário termina em diversas regiões, o plantio já estará autorizado e assim, aos poucos, o mercado vai se voltando para a nova safra não só do Brasil, mas da América do Sul de uma maneira geral. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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