China volta às compras nos EUA e USDA confirma venda extra de quase 480 mil toneladas de soja
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmou um novo pacote de vendas extras de soja da safra 2026/27 nesta quinta-feira (10). O anúncio reforça o momento de apetite aquecido por parte dos compradores internacionais no mercado americano.
De acordo com os números reportados na manhã de hoje, foram confirmadas as vendas de 272 mil toneladas para a China e mais 206,5 mil para destinos não revelados. Somados, os volumes adicionados chegam a 478,5 mil toneladas de soja e todo o volume refere-se à atual temporada.
No mercado em Chicago, a notícia continua atuando como combustível imediato para sustentar os preços na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, que já subiam, intensificavam os ganhos e registravam altas de dois dígitos nos principais contratos, levando os contratos março e maio a, respectivamente, US$ 13,42 e US$ 13,47 por bushel.
Analistas de mercado lembram que compras classificadas como "destino desconhecido" costumam ser, em sua grande maioria, novas aquisições indiretas do próprio mercado chinês.
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A demanda pela soja norte-americana neste momento não só atua como um catalisador importante para os ganhos na CBOT, como são fator importante também para a a precificação da soja brasileira. Quanto mais rápido os EUA escoarem sua safra, menor será a pressão de oferta global no momento em que a colheita do Brasil entrar no mercado. O cenário sustenta prêmios e favorece quem precisa travar custos de produção ou fechar vendas futuras, como já vem acontecendo.
Os volumes adquiridos, todavia, estão dentro do previsto e avançam para que a China alcance o volume alinhado com os Estados Unidos de 25 milhões de toneladas compradas da oleaginosa até o final deste ano. E todo este movimento também se dá diante da proximidade da visita do líder chinês, Xi Jinping, a Washington nos próximos dias.
Com as compras fortes feitas nas últimas semanas, quase metade das 25 milhões de toneladas já foram compradas. Do mesmo modo, apesar da presença efetiva da nação asiática no mercado norte-americano, é importante ressaltar que a China ainda mantém uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos americanos, incluindo produtos agrícolas, após uma guerra tarifária de retaliações no ano passado. Caso a taxa venha a ser derrubada, a demanda do país nos EUA poderia, inclusive, ser ainda mais intensa, segundo os especialistas.