Soja cai forte em Chicago com tombo de 3% no petróleo e mercado em compasso de espera pelo USDA
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A Bolsa de Chicago opera sob forte pressão vendedora nesta sessão de sexta-feira (11), depois das boas altas da sessão anterior, principalmente no complexo soja. O mercado assiste a um movimento expressivo de realização de lucros por parte dos fundos de investimentos, que enxugam suas posições e retiram prêmios de risco da mesa.
Os futuros da soja, por volta de 7h30 (horário de Brasília), perdiam de 13,50 a 15 pontos nos principais vencimentos, levando o novembro a US$ 13,17 e o março a US$ 13,38 por bushel. Entre as cotações do óleo, as baixas se aproximavam de 2%, enquanto no farelo eram de quase 1%.
Ainda em Chicago, os preços do milho e do trigo também registravam baixas expressivas, caindo mais de 1% em ambos os casos.
Um dos principais gatilhos do dia vem do painel macroeconômico, com o petróleo despencando mais de 3% no mercado internacional. Tanto brent, quanto WTI recuam de forma expressiva após a disparada nos últimos diasm, mas ainda assim o brent se mantém acima dos US$ 100,00 por barril na Bolsa de Londres. O movimento acaba alimentanod, portanto, um movimento generalizado de aversão ao risco nas commodities.
Além da contaminação pelo mercado de energia, o pregão reflete ainda a cautela e a necessida de ajuste por parte dos investidores antes da divulgação do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) que acontece nesta sexta-feira.
O mercado financeiro espera para saber qual será o corte - ou manutenção - do USDA para a produtividade das lavouras americanas, que enfrentaram rodadas de clima instável e estresse hídrico no fechamento do ciclo.
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