Soja sobe em Chicago nesta 2ª (14), com apoio do petróleo e mercado monitora demanda

Publicado em 14/09/2026 07:46
Commodities agrícolas acompanham avanço do petróleo, enquanto investidores ajustam posições após último USDA

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam com leves altas nesta segunda-feira (14), em uma sessão marcada pela retomada do apetite por commodities e pelo forte avanço dos preços do petróleo no mercado internacional.

Por volta de 7h40 (horário de Brasília), as cotações subiam de 0,25 a 1,25 ponto nos principais vencimentos, com o novembro cotado a US$ 12,97 e o maio a US$ 13,26 por bushel. O trigo também avançava e ajudava no suporte à oleaginosa. Já os derivados caminhavam de lado, assim como a matéria-prima neste início de semna. 

Um dos principais pontos de suporte nesta abertura de semana vem do petróleo, que voltou a subir com força diante do agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O Brent chegou a avançar mais de 3%, para a região de US$ 108 por barril, enquanto o WTI também ganhou mais de 2%, superando os US$ 102.

O movimento é relevante para o complexo de oleaginosas porque o petróleo ajuda a dar sustentação às commodities ligadas à energia, especialmente ao óleo de soja, além de melhorar a competitividade relativa dos biocombustíveis. O óleo de soja, inclusive, aparece entre os produtos que acompanham a valorização do petróleo nesta segunda-feira.

A alta do petróleo está diretamente relacionada ao aumento das preocupações com a oferta global. Novos ataques atingiram estruturas de infraestrutura e transporte de petróleo na região do Oriente Médio, enquanto persistem as incertezas envolvendo o Estreito de Hormuz e o Mar Vermelho.

Para a soja, portanto, o petróleo aparece como fator positivo adicional em um mercado que já vinha encontrando suporte na demanda, embora os ganhos sejam moderados diante da proximidade de importantes informações sobre a oferta norte-americana.

Além do petróleo, os investidores continuam atentos ao comportamento da demanda internacional pela soja dos Estados Unidos, especialmente às compras chinesas. A oleaginosa vinha de uma semana importante em Chicago, com os contratos alcançando máximas do período diante das sinalizações de demanda chinesa pela soja norte-americana. Na sexta-feira, entretanto, o mercado realizou parte dos ganhos após atingir máximas de contrato.

Agora, o foco começa a migrar novamente para os próximos números oficiais de oferta e demanda, com o mercado buscando calibrar as expectativas para a safra norte-americana e para o balanço global de soja, com o mercado tentando se reestabelecer após o tombo da última sexta-feira (11), depois da chegada do novo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Assim, a combinação entre petróleo firme, demanda ainda presente e ajustes de posicionamento mantém a soja sustentada em Chicago nesta segunda-feira, mas sem espaço, até o momento, para uma disparada dos preços.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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