Soja desafia pressão externa e sobe em Chicago com suporte do farelo e da demanda
A soja trabalha na sessão desta quinta-feira (17) em alta na Bolsa de Chicago, em um movimento que chama atenção diante do comportamento mais fraco de outras commodities. Ao lado da oleaginosa, na CBOT, perdiam os futuros do trigo e do óleo de soja, além do petróleo - tanto em Nova York, quanto em Londres - continuar recuando.
Por outro lado, os futuros do farelo de soja voltam a subir forte nesta quinta, com mais de 1,5% de alta nos contratos mais negcoiadas e conferindo um suporte importante às cotações do grão.
Ao mesmo tempo, há suporte que vem também dos fundamentos, principalmente do lado da demanda e das boas expectativas sobre as compras chinesas nos EUA. A perspectiva de continuidade das importações da China ajuda a compensar, ao menos parcialmente, a pressão provocada pela expectativa de uma safra norte-americana robusta.
O mercado também avalia os números mais recentes do USDA. Apesar da projeção de uma produção elevada nos Estados Unidos, o aumento esperado nas exportações reduz parte do impacto de uma oferta maior sobre os estoques finais.
Com isso, a soja vem apresentando comportamento relativamente firme, mesmo diante de baixas em outros mercados. O cenário mostra que, neste momento, a demanda está ganhando espaço na formação dos preços.
No Brasil, a atenção continua voltada para a combinação entre Chicago, dólar e prêmios de exportação. Para o produtor brasileiro, portanto, a alta em Chicago é positiva, mas seu reflexo sobre os preços internos dependerá também do câmbio e dos basis regionais.