Soja recua em Chicago nesta 3ª feira(22) após forte alta; mercado ajusta posições de olho em Trump e Xi

Publicado em 22/09/2026 07:30
Oleaginosa devolve parte dos ganhos da véspera, acompanhando baixas do milho e do trigo

Os preços da soja voltaram a recuar na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (22), em um movimento de realização de lucros depois das altas fortes registradas na sessão anterior. Por volta de 7h20 (horário de Brasília), os principais contratos perdiam entre 7,50 e 8 pontos, com o novembro cotado a US$ 13,20 e o março a US$ 13,43 por bushel.

A pressão é generalizada entre os grãos nesta manhã. Perto do mesmo horário, o milho recuava 0,76% e o trigo perdia 1,22%, contribuindo para o movimento negativo da oleaginosa. O petróleo Brent também cedia quase 2%, ampliando o tom mais defensivo entre as commodities.

Depois da arrancada de segunda-feira, parte dos participantes aproveita os níveis mais elevados para ajustar posições. Ao mesmo tempo, o mercado passa a incorporar os novos números do acompanhamento de safras divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de ontem.

Nos Estados Unidos, a colheita da soja chegou a 12% da área, ante 6% na semana anterior e 8% na média dos últimos cinco anos. As condições das lavouras ficaram em 58% boas ou excelentes. Assim, o avanço mais rápido dos trabalhos de campo começa a trazer a pressão sazonal da entrada da nova safra americana para as negociações.

Apesar disso, a demanda continua oferecendo contraponto importante à oferta. A China já avançou significativamente nas compras de soja norte-americana e, segundo informações publicadas nesta terça-feira, já cumpriu mais da metade do compromisso de adquirir 25 milhões de toneladas do produto dos EUA neste ano.

E é justamente a demanda chinesa que mantém o mercado especialmente atento ao encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, marcado para quinta-feira (24), em Washington. Comércio agrícola e uma possível extensão da trégua comercial estarão entre os assuntos acompanhados pelo mercado.

Com isso, Chicago entra nesta terça-feira dividida entre a pressão natural da colheita de uma grande safra americana e a expectativa de continuidade — ou até ampliação — da demanda chinesa.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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