Soja recua em Chicago nesta 5ª feira com China ainda limitando demanda dos EUA
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham com leves baixas na manhã desta quinta-feira (1º), em um mercado que ainda digere os novos números de estoques norte-americanos e mantém as atenções concentradas sobre a demanda da China.
Por volta das 7h14 (horário de Brasília), o novembro/26 recuava 2,50 pontos, cotado a US$ 12,90 por bushel, enquanto o janeiro/27 perdia 2 pontos, para US$ 13,07 por bushel. O março/27 operava a US$ 13,16 por bushel, baixa de 1,75 ponto, e o maio/27 cedia 2 pontos, para US$ 13,24 por bushel.
O mercado encontra algum suporte nos números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na quarta-feira (30). Os estoques norte-americanos de soja em 1º de setembro ficaram em 315,133 milhões de bushels, abaixo das expectativas do mercado e 3% menores do que há um ano.
Apesar do dado potencialmente positivo para os preços, a soja terminou a sessão anterior em baixa, pressionada por vendas técnicas e também pelo forte recuo observado nos mercados de milho e trigo. Antes da abertura, o USDA havia ainda anunciado uma venda de 105 mil toneladas de soja da safra 2026/27 para destinos não revelados.
A demanda chinesa, porém, continua sendo o principal ponto de atenção dos traders. Depois das recentes negociações entre Estados Unidos e China, Pequim anunciou reduções tarifárias para uma série de produtos agrícolas norte-americanos, entre eles milho, trigo, sorgo, carnes e lácteos, mas deixou a soja fora da lista.
Assim, a oleaginosa norte-americana continua sujeita a uma tarifa adicional de 10%, mantendo uma desvantagem competitiva principalmente para os esmagadores privados chineses.
Embora empresas estatais chinesas já tenham comprado mais de 12 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos, o mercado acompanha sinais de enfraquecimento da demanda adicional do país asiático.
Os estoques de soja nas esmagadoras chinesas estão nos maiores níveis em 15 anos, enquanto margens de processamento pressionadas e uma demanda mais fraca por ração reduzem o apetite por novas importações. Nesse cenário, compradores privados chineses continuam encontrando maior competitividade na soja do Brasil e da Argentina.
Com a colheita norte-americana avançando e ampliando a disponibilidade de soja nos Estados Unidos, o comportamento da demanda chinesa volta a ser determinante para Chicago.
Nesta quinta-feira, as atenções se voltam ainda para os novos números semanais de vendas para exportação do USDA, que poderão trazer novos sinais sobre o ritmo da demanda pela soja norte-americana neste início de outubro.