StoneX vê safra de soja 26/27 do Brasil em 183,36 mi t e menor exportação de milho em 25/26
SÃO PAULO, 1 Out (Reuters) - A safra de soja do Brasil em 2026/27, que está em processo de plantio, foi estimada nesta quinta-feira em recorde de 183,36 milhões de toneladas, praticamente estável em relação ao volume de 183,50 milhões da previsão do mês anterior, conforme um relatório divulgado à imprensa.
No comparativo com o ciclo anterior, a produção poderia crescer 0,4%, segundo números da consultoria e corretora.
"O plantio caminha com certa normalidade em boa parte das regiões produtoras, diminuindo preocupações principalmente com a janela da segunda safra. Ainda assim, olhando para a soja, o clima -- tanto pluviometria quanto temperatura -- será o principal ponto de atenção neste último trimestre do ano", afirmou a Stonex.
A consultoria não realizou revisões para a produção de milho primeira safra no ciclo 2026/27, estimada em 29,3 milhões de toneladas, avanço de 2,4% em relação a 2025/26
"A perspectiva segue sendo de uma safra favorável, puxada sobretudo pelo Rio Grande do Sul, que deve expandir a área plantada em relação ao ano passado, além de contar potencialmente com bons níveis de produtividade frente a uma boa perspectiva climática no Estado", disse a StoneX.
O Rio Grande do Sul, principal Estado produtor de milho na primeira safra do Brasil, com produção estimada em 6,7 milhões de toneladas, tem recebido chuvas volumosas nesta primavera.
EXPORTAÇÃO MENOR DE MILHO EM 2025/26
Considerando o ritmo mais lento de embarques de milho nos últimos meses, a StoneX cortou sua estimativa de exportações do Brasil no ano-safra 2025/26 para 40 milhões de toneladas, 2 milhões abaixo da previsão anterior.
Com isso, os embarques projetados para o ciclo atual deverão cair no comparativo com a safra passada, quando o Brasil exportou 41,6 milhões de toneladas.
Segundo o analista da StoneX Raphael Bulascoschi, a revisão na previsão se dá diante da maior competitividade da Argentina, que colheu uma safra recorde; preços menos atrativos nos portos brasileiros; e um consumo doméstico mais elevado.
Essa revisão para a demanda exportadora deve resultar em estoques finais maiores, elevando a relação estoque/uso para 20,85%, segundo a consultoria.
Na mesma linha, os estoques iniciais no ano-safra 2026/27 devem subir para 28,57 milhões de toneladas, ante 22,87 milhões no ciclo passado, ajudando no abastecimento doméstico no primeiro semestre do ano que vem, segundo a StoneX.
(Por Roberto SamoraEdição de Pedro Fonseca)