Soja fecha no vermelho em Chicago com mercado digerindo safra maior nos EUA
O mercado da soja encerrou esta segunda-feira (12) em queda na Bolsa de Chicago, em uma sessão de ajustes após os números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na última sexta-feira (9). O mercado voltou a colocar na conta uma safra norte-americana maior, ao mesmo tempo em que condições favoráveis no Meio-Oeste permitem o avanço da colheita.
O contrato novembro/26 terminou negociado a US$ 12,88 por bushel, com queda de 3,75 pontos, enquanto janeiro/27 recuou também 3,75 pontos, para US$ 13,05 por bushel, e o março/27 que perdeu 3,25 pontos, fechando a US$ 13,15.
A pressão ainda reflete os números do relatório de outubro do USDA. O departamento elevou a produtividade média da soja dos Estados Unidos, aumentando também as projeções para a produção e os estoques finais norte-americanos. Com números acima das expectativas do mercado, as cotações sentiram o peso dos dados, mas mais ainda da baixa agressiva do milho.
O clima nos Estados Unidos adicionou pressão. Depois das chuvas que atrasaram os trabalhos em algumas regiões no final de setembro e começo de outubro, condições mais favoráveis na maior parte do Meio-Oeste abriram espaço para a retomada da colheita. O mercado agora aguarda os novos números oficiais de progresso dos trabalhos de campo.
Nesta segunda-feira, os EUA comemoram o feriado de Columbus Day e, assim, o relatório semanal de acompanhamento de safras e dos embarques semanais, não foi divulgado nesta segunda-feira e ficou para terça (13). Os números deverão trazer uma leitura mais precisa sobre quanto a colheita avançou com a melhora do clima e sobre o ritmo dos embarques norte-americanos.
Apesar da pressão da oferta, a demanda continua funcionando como um importante contraponto para Chicago. O USDA, também em seu reporte de sexta-feira (9), as exportações norte-americanas de soja 2026/27, ao passo em que os fundos especulativos ampliaram sua posição líquida comprada em soja para 251.660 contratos na semana encerrada em 6 de outubro.
A China também permanece no radar. Neste início de semana, o Ministério da Agricultura chinês reduziu sua estimativa para a produção doméstica de soja 2026/27 em 590 mil toneladas, para 20,36 milhões de toneladas, depois de área plantada e produtividade ficarem abaixo do esperado. O dado adiciona atenção à necessidade de importação chinesa justamente em um momento em que Estados Unidos e Brasil disputam espaço no maior comprador mundial da oleaginosa.
No Brasil, o plantio da safra 2026/27 segue avançando rapidamente com a melhora das chuvas. Levantamento da Pátria Agronegócios indica que os trabalhos já alcançam cerca de 20% da área projetada, no ritmo mais rápido já registrado para este momento da temporada.
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E também nesta segunda, o Brasil ficou sem referência e sem negócios, com o feriado do Dia de Nossa Senhora Aparecida, e as operações serão retomadas nesta terça-feira.