Soja mantém perdas em Chicago nesta quarta-feira, mas reduz parte das quedas ao longo da manhã

Publicado em 21/10/2026 12:31
Colheita americana e perspectivas de oferta seguem no radar, enquanto mercado acompanha o avanço do plantio da safra brasileira 2026/27

Os preços futuros da soja continuam operando em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira (21), prolongando a sequência negativa registrada nas últimas sessões. Apesar da pressão, os contratos reduziram parte das perdas em relação à abertura do dia, em um mercado que segue atento ao avanço da colheita nos Estados Unidos e às perspectivas de oferta para os próximos meses.

Por volta das 12h14 (horário de Brasília), o contrato novembro/26 era negociado a US$ 12,4450 por bushel, com recuo de 3,75 pontos. O janeiro/27 registrava queda de 5,25 pontos, cotado a US$ 12,5825, enquanto o março/27 perdia 6,25 pontos, valendo US$ 12,6700 por bushel. O maio/27 também recuava 6,25 pontos, negociado a US$ 12,7600.

Na abertura da manhã, o novembro/26 havia sido cotado a US$ 12,4300 por bushel. A recuperação parcial ao longo do pregão, entretanto, ainda não foi suficiente para retirar os principais vencimentos do campo negativo.

O avanço da colheita norte-americana permanece entre os fatores acompanhados pelos operadores. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 64% da área de soja do país estava colhida até o último domingo (18), ante 46% na semana anterior. A perspectiva de condições predominantemente secas em boa parte do Meio-Oeste americano nos próximos dias também favorece a continuidade dos trabalhos de campo.

Ao mesmo tempo, a demanda internacional segue no radar, especialmente diante dos recentes anúncios de compras chinesas de soja americana. Essas movimentações representam um contraponto à pressão sazonal da colheita, embora ainda não tenham sido suficientes para sustentar uma recuperação consistente das cotações nesta quarta-feira.

No Brasil, o mercado também acompanha a evolução do plantio da safra 2026/27. As condições climáticas apresentam diferenças importantes entre as regiões produtoras, com avanço da semeadura no Centro-Oeste e previsão de chuvas mais intensas no Sul do país. A distribuição das precipitações nas próximas semanas será importante para avaliar o desenvolvimento inicial das lavouras e as perspectivas de produção sul-americana.

Fonte: Notícias Agrícolas

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