Cotações futuras e tendências da soja em Chicago

Publicado em 19/02/2010 09:02 1052 exibições

Ausência de notícias de cunho fundamentalista e dados conflitantes sobre a economia norte-americana ensejam firmeza do Dólar dos EUA e modesto recuo das cotações futuras de soja.

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Nesta quinta-feira, dezoito de fevereiro de 2010, as cotações futuras de soja relativas aos três primeiros vencimentos fecharam com modestas perdas, na Bolsa Mercantil de Chicago (CME Group), no que se refere aos três primeiros vencimentos, conforme a tabela acima. Estima-se que os fundos de especulação tenham vendido cerca de 5.000 lotes futuros (680.000 toneladas) de soja e 1.000 lotes cada de farelo e de óleo de soja. Com a China ainda festejando os feriados do Ano Novo Lunar, não foram registrados fatos novos de cunho fundamentalista.

Fatores externos passaram a exercer maior influência sobre as cotações futuras de soja, em Chicago. O Dólar norte-americano abriu em baixa, mas em seguida passou a trabalhar em alta, em conjuntura econômica marcada por dados contraditórios: um dado negativo referente ao "aumento dos pedidos de seguro de desemprego" versus um dado positivo relativo ao "Índice de Indicadores Econômicos Notáveis".

Da conferência do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre perspectivas agrícolas iniciada nesta data em Washington vieram dados (ainda não oficiais) pertinentes (i) à área de plantio de soja naquele país, na próxima safra 2010/11, da ordem de 31.2 milhões de hectares e (ii) à produção da oleaginosa, no ano-safra 2010/11, correspondendo a 88.722.693 toneladas, em contrapartida a 91.444.248 toneladas, considerado o ano-safra 2009/10. Esses dados foram julgados negativos, assim como também o foram as notícias que circularam em Chicago, referentes ao clima favorável registrado no Brasil e na Argentina, nas regiões de sojicultura dos dois países.

É possível que em Chicago tenha passado despercebida notícia registrada nesta data no site da famosa consultoria alemã especializada em sementes e óleos vegetais - Oil World. Conforme aquela firma de Hamburgo, "resultados parciais da colheita de soja no Brasil revelam produtividades abaixo do esperado, tendo em vista que o controle do fungo da ferrugem asiática mal tem sido possível em nosso país, em razão de o fungo ter-se espalhado com rapidez alarmante, estando agora presente em quase todos os estados (produtores) brasileiros...".

O SojaNet já havia recentemente mencionado tal fato e acredita que em momento não muito distante do atual os traders e analistas de Chicago terão maior ciência dos danos da ferrugem asiática sobre a nossa safra nova da oleaginosa. O declínio nesta quinta-feira das cotações futuras de soja na Bolsa de Chicago foi limitado pela forte e concomitante alta dos preços futuros do petróleo, em Nova Iorque (NYMEX).

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Cordiais saudações,
Antonio Bueno
SojaNet

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SojaNet

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