INTERNACIONAL: Milho e soja se sustentam enquanto neve nos EUA pode atrasar plantios

Publicado em 01/03/2010 10:50 1331 exibições
Milho e soja trabalham em alta e neve pode atrasar plantios nos Estados Unidos
As cotações do milho e da soja estão se sustentando por conta de uma alta no petróleo que está impulsionando as culturas utilizadas em biocombustíveis. Em Nova York, o petróleo ultrapassou os US$80 por barril. Essa alta se deve a expectativas de que o crescimento econômico nos Estados Unidos, o maior consumidor de energia do mundo, e os mercados emergentes da Ásia irão impulsionar a demanda pelo produto. 

Segundo o estrategista de commodities agrícolas do Commonwealth Bank of Australia (CBA) Luke Mathews, “as contínuas preocupações sobre o clima na América, especificamente quanto ao atraso dos plantios de milho e soja, estão suportando esses mercados em particular. O avanço das cotações de grãos e oleaginosas está, certamente, ligado ao que está acontecendo no mercado do petróleo. Isso está dando suporte aos preços”.

Além disso, a neve nos Estados Unidos, maior produtor e exportador dos grãos, pode atrasar o plantio no país. A neve muito forte aumentou o risco de inundações no Cinturão do Milho, segundo o relatório do instituto de meteorologia Telvent DTN, divulgado na última sexta-feira (26). Chuvas fortes ou inundações podem tornar o solo muito lamacento, dificultando o uso das máquinas agrícolas, atrasando os plantios. 

Ganhos do trigo

A Rússia, terceiro maior exportador de trigo do mundo, planeja fornecer 1 milhão de toneladas de grãos para o sudeste da Ásia este ano. O objetivo do país é se tornar um dos maiores vendedores do grão para a região.  

 “Este será um dos principais mercados para nós nos próximos cinco anos”, Andrey Skrurikhin, diretor da União Russa de Grãos.

A Rússia quer aumentar suas exportações para o sudeste asiático e assim expandir sua parcela no mercado de grãos. A região corresponde por, pelo menos, 10% das 121.6 milhões de toneladas das importações globais de trigo previstas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) este ano. 

Tradução: Carla Mendes

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Fonte:
Bloomberg

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