Clima nos EUA estimula plantio de milho; bom para a soja

Publicado em 29/03/2010 06:02 1220 exibições
Leiam nesta análise informações sobre os quatro tipos de fatores que poderão afetar as cotações futuras de soja, em Chicago, no curto prazo.
Vencimento futuroFechamento US$/bushelVariação Cents/bushelEquivalência em US$/saco, posto ChicagoMáxima US$/bushelMínima US$/bushel
Maio9,52 +9,5020,999,55 9,42 
Julho9,59 3/4+9,2521,169,61 9,50 1/2
Agosto9,52 1/2+7,5021,009,52 1/29,52 1/2
Fonte: CBOT/SojaNET 

Comentário

Nesta sexta-feira, vinte e seis de março de 2010, as cotações futuras de soja relativas aos três primeiros vencimentos fecharam com ganhos significativos, na Bolsa Mercantil de Chicago (CME Group), conforme a tabela acima. Traders naquela praça internacional atribuíram o avanço das cotações futuras da oleaginosa nesta data em grande parte à desvalorização do Dólar norte-americano perante outras moedas conversíveis.

As previsões de clima mais quente e mais seco na semana útil que se inicia na segunda-feira, vinte e nove de março de 2010 também influenciaram positivamente as cotações de soja em Chicago. Isto, ao permitir o imediato início do plantio de milho no Cinturão de Milho e de Soja dos EUA, por conseguinte afastando temores de migração para o plantio da oleaginosa de hectares já reservados para a semeadura da forrageira.

Estima-se que nesta data os fundos de especulação tenham comprado 4.000 lotes futuros (544.000 toneladas) de soja e 2.000 lotes futuros cada de farelo de soja e de óleo de soja. Permanece grande a expectativa em Chicago referente ao Relatório sobre Intenções de Plantio e Estoques Trimestrais que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) irá publicar na próxima quarta-feira, trinta e um de março de 2010.

Entre as datas de 16/04/2010 e 15/07/2010 (ou talvez já entre 01/04/2010 e 15/07/2010) a combinação de quatro tipos de fatores poderá definir a tendência dos preços futuros de soja em Chicago, se altista ou baixista: (i) o conteúdo do Relatório do USDA acima citado; (ii) a intensidade daqui para frente das compras chinesas de soja norte-americana de safra 2010/11, conforme os dados semanais do USDA; (iii) a desvalorização ou a valorização acumulada do Dólar norte-americano perante outras moedas conversíveis; e (iv) o clima no Meio-Oeste dos EUA, se favorável ou desfavorável às culturas norte-americanas de soja e de milho.

É importante, senão essencial, que, durante o período acima mencionado, os produtores de soja em nosso país aproveitem todo e qualquer eventual rally de alta de soja em Chicago para vender parcelas recém colhidas ou ainda pendentes de colheita de sua produção.

E devem fazê-lo com convicção, tendo em mente que, mais adiante, eventual, imprevisível e indesejável combinação negativa entre os quatro fatores acima relacionados poderá ter como conseqüência forte, senão incontornável, redução das cotações futuras de soja e, como corolário, redução intolerável também das cotações dessa oleaginosa nos mercados disponíveis, em grande parte, senão em todo o mercado interno brasileiro.

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Fonte:
SojaNet

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