Unica prevê mercado equilibrado em 2010

Publicado em 01/04/2010 08:38 522 exibições

Apesar de 20 usinas já terem iniciado a moagem da safra 2010/11 e outras 35 sequer terem parado de moer desde o ano passado, oficialmente a nova safra no Centro-Sul começa nesta quinta-feira, dia 1º de abril. Espera-se chuva um pouco acima da média entre abril e maio. Em contrapartida, tempo seco entre junho e setembro, quando normalmente mais de 40% da cana é processada.

Nesse cenário, a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) espera que a cana adicional para moagem neste ciclo venha do que sobrou em pé no ciclo passado. A expectativa é de que as usinas do Centro-Sul processem 595,891 milhões de toneladas (+10%) e produzam um mix muito parecido com o da safra passada (43,29% de açúcar e 56,71% de álcool).

Dessa forma, a Unica prevê produção de 34 milhões de toneladas de açúcar (+19%) e de 27,39 bilhões de litros de etanol (entre anidro e hidratado), alta de 15,6%.

A demanda crescente pelos dois produtos deve trazer equilíbrio ao mercado, diz Antônio de Pádua Rodrigues, diretor-técnico da entidade. Do lado do açúcar, persistem previsões de déficits mundiais - que variam de 4,7 milhões de toneladas a 14,8 milhões de toneladas. Da produção adicional esperada de 5,46 milhões de toneladas, em torno de 3,3 milhões serão absorvidos pelas exportações, sendo que 2 milhões de toneladas se referem a negócios de exportação feitos na safra passada, mas que foram renegociados para entrega em 2010.

Além disso, segundo Pádua, o mercado brasileiro de açúcar está em expansão. "O consumo do setor industrial (60% da demanda brasileira) cresceu 10% em 2009, por causa da elevação da renda no país. Em 2010, esse crescimento deve persistir", afirma Pádua.

Para o álcool, a previsão é de exportações menores, nos níveis da safra 2003/04. O câmbio não oferece remuneração para exportação aos EUA e a produção maior de cana da Índia deve elevar a oferta interna e inibir importações em 2010.

Assim, é do mercado interno que virá o equilíbrio. A Unica prevê que em março de 2011 a frota de veículos flex representará 50% da frota nacional (hoje é de 41%) e que o consumo médio de etanol será 16% maior.

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Fonte:
Valor Econômico

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