China: crítica ao 'protecionismo' argentino; bloqueio ao óleo de soja continua

Publicado em 23/04/2010 08:01 e atualizado em 23/04/2010 10:12 994 exibições
A China não normalizará as compras de óleo de soja produzido na Argentina enquanto a qualidade e a segurança do produto não melhorar, informou nesta quinta-feira a agência de notícias oficial Xinhua, citando o vice-ministro do Comércio chinês, Jiang Yaoping. A entrevista foi realizada em Buenos Aires, durante o Fórum de Investimentos e Cooperação Econômica Argentina-China.
Ele afirmou que a China não estabeleceu barreiras contra os produtos da Argentina, mas "não haverá alternativa, a não ser considerar medidas de compensação", diante do que chamou de pressões internas e externas causadas por movimentos protecionistas dos argentinos.

Em 1º de setembro, a China estabeleceu controle de permissões de importação mais rígidos sobre o óleo de soja da Argentina - movimento que foi considerado uma espécie de retaliação por causa do protecionismo de Buenos Aires sobre produtos chineses. A alegação é de que a qualidade do óleo de soja da Argentina "não atende ao padrão chinês".

Traders disseram que o governo chinês parou de editar permissões de importação para óleo de soja da Argentina. Jiang afirmou à agência Xinhua que a China está preocupada com a tendência seguida pela Argentina, de impor medidas protecionistas sobre produtos chineses. Segundo ele, isso já afetou os laços bilaterais.

Citando estatísticas oficiais, a Xinhua relatou que as leis de proteção comercial na Argentina contra produtos chineses dobraram anualmente entre 2007 e 2009. Jiang acrescentou que, nos primeiros 90 dias de 2010, a Argentina iniciou duas investigações em importações chinesas, sob acusação de dumping.

"(Essa frequência de acusações) contra um país é totalmente anormal e discriminatória", criticou. "O governo chinês espera resolver os problemas atuais por meio do diálogo, de negociação e cooperação para evitar que medidas protecionistas afetem as relações bilaterais." A China é o segundo maior parceiro comercial da Argentina, depois apenas do Brasil. As informações são da Dow Jones.

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