Área plantada com soja safrinha cresce 65% na região de Campo Mourão/PR

Publicado em 24/05/2010 08:05 329 exibições
Área plantada com soja segunda safra (safrinha) cresce 65,25% na região. Um dos motivos para o aumento é o baixo preço do milho. Apesar de não estar satisfazendo os produtores, a soja ainda tem traz um lucro maior. Os números da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) mostram que a safra da região é a quinta maior do estado, perdendo para cidades da região oeste e sudoeste.

Em 2009 o Núcleo Regional da Seab registrou 8.032 hectares plantados com a cultura. Este ano a área plantada cresceu mais do que o dobro deste número, foram 13.273 hectares de soja safrinha. Segundo o técnico do Departamento de Economia Rural (Deral) do Núcleo Regional, Anderson Roberto dos Santos, a participação da região no estado é boa. “A área atendida pela regional tem uma participação de 9% na área plantada do estado, como o milho caiu muito, o pessoal partiu para a soja safrinha”, diz.

Desde 2007, a região tem registrado crescimento gradativo na área plantada. Na safra 06/07 eram 4 mil hectares. No ano seguinte 08/09, foram 6 mil hectares. Na última safra 08/09 foram 8 mil ha e, este ano, a região registrou o maior crescimento com os 13.273 ha.

Paraná

Os números do estado também mostram um crescimento. No ano passado eram 61 mil hectares, este ano são 100 mil ha. A cidade de Pato Branco lidera o ranking estadual da área plantada com 21.370 hectares. Abaixo vem Cascavel, com 20.535 ha, Toledo, com 18.045 ha, e Francisco Beltrão, com 17.570 ha.

Preocupação

Com o aumento da área de soja safrinha plantada uma das preocupações é com o surgimento da ferrugem asiática. O Engenheiro Agrônomo, José Alcir de Oliveira, do setor de fiscalização do Núcleo Regional da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná (SEAB) tranqüiliza os produtores. “O fato de ter aumentado a área em si, não quer dizer que vai aumentar o problema com a Ferrugem. Depende de quando for plantado. Eles tem de respeitar o período do Vazio Sanitário.”

Ferrugem

O Vazio Sanitário é uma forma de combate a Ferrugem Asiática, doença que tem causado grandes prejuízos e também o aumento no custo de produção, com a aplicação de fungicidas repetidas vezes. Oliveira explica que o fungo da ferrugem precisa da planta verde, assim com esse período de 90 dias a incidência da Ferrugem diminui. “Tivemos problemas no ano anterior com soja viva depois do dia 15 de junho e também com plantas vivas antes de 15 de setembro. O agricultor tem de esperar este período. Nas lavouras fiscalizadas e autuadas no ano passado, foram coletadas amostras e todas tinham focos da ferrugem”, alerta Oliveira.

Ele relatou que a doença é disseminada pelo vento, o que complica o controle. “A doença surgiu em 2001, e veio para ficar. Uma lavoura contaminada espalha a ‘semente’ do fungo. Se for cumprido o vazio, vai atrasar o aparecimento da doença. Até porque ela só surge em condições favoráveis”, revela. As condições para o aparecimento da doença são temperatura de 18º a 26ºC e chuvas abundantes. Segundo Oliveira, uma lavoura afetada pela doença pode ter até 90% de perdas, sem contar os gastos com a aplicação de fungicidas repetidas vezes.

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Fonte:
Tribuna do Interior

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