Soja: preço deve ter recuperação no segundo semestre

Publicado em 05/07/2010 13:11 581 exibições

Após um período de baixa cotação, a soja deve apresentar ligeira recuperação nos preços a partir deste segundo semestre, na opinião de alguns analistas e sojicultores de Mato Grosso. O aumento nas exportações e no esmagamento da oleaginosa durante o primeiro semestre de 2010, assim como a grande demanda chinesa pelo produto, são fatores que apontam para uma tendência favorável à comercialização.

“Acredito que haverá uma alta neste segundo semestre, mas os preços não vão se igualar aos do melhor período do ano passado”, comentou o vice-presidente da Bolsa de Mercadorias (BMC) de Sinop, Alex Serafim. Em 2009, a saca de soja chegou a ser comercializada por R$ 40.

Para o vice-presidente do Sindicato Rural de Sorriso e diretor financeiro da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato/MT), Nelson Piccoli, a oscilação máxima alcançada deve se sustentar na margem de R$ 32 a saca. Atualmente, no médio norte mato-grossense, o valor de comercialização tem variado entre R$ 30 e R$ 31 a saca.

“Daqui a 60 dias, começa a colheita americana. Essa produção deve atender parte da demanda do mercado externo, mas ainda há espaço para a produção brasileira, inclusive no mercado interno, que está com preço melhor”, compara Piccoli.

O vice-presidente da BMC Sinop ratifica: “O mercado interno está aquecido e os preços estão melhores que no mercado externo, que também voltou a comprar”.

DIFICULDADES - Fatores como o encarecimento do frete – puxado pela necessidade de escoamento rápido da safra de soja do Estado, diante da ocupação dos armazéns pelo milho remanescente da safra 08/09 –, especulações quanto aos preços diante do bom desenvolvimento das lavouras de soja e a queda do dólar pressionaram os preços para baixo.

Por enquanto, as vendas antecipadas da safra 10/11 pelos sojicultores mato-grossenses não superaram a margem de 10% do que foi ofertado até agora. No mesmo período do ano passado, mesmo sob um ritmo de comercialização já lento, o volume negociado antecipadamente chegava a 17% da produção do Estado. E, em 2008, na mesma época, o índice foi de 25%.

A adesão ao sistema de vendas antecipadas é praticada pelos produtores mato-grossenses como alternativa para custear o plantio da soja, iniciado em setembro. Mas, diante da dificuldade de financiamento pelas tradings, os sojicultores de Mato Grosso passaram a empregar mais recurso próprio e comprometer menos a produção, o que desencadeou acúmulo do grão e maior oferta no final da safra.

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Fonte:
Folha do Estado

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