Brasil deve processar 33,6 mi t de soja impulsionado pela demanda de carne e biodiesel

Publicado em 04/08/2010 08:49 912 exibições
A demanda por farelo pelos setores de carne e biodiesel está impulsionando a moagem de soja neste ano.
As indústrias brasileiras devem processar 33,6 milhões de toneladas da oleaginosa.
Os dados são da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) e, se confirmados, vão representar uma evolução de 9,2% em relação ao volume do ano passado.

 Ajudada pelo aumento de demanda do setor de carnes, a produção de farelo de soja sobe para 25,6 milhões de toneladas neste ano, 8,7% a mais do que o registrado na safra anterior.
O crescimento da exportação e da renda interna dos consumidores exigiu uma produção maior de carnes. Com isso, as empresas aumentaram a busca por farelo.

Esse cenário é mais confortável para as indústrias do que quando a demanda vem do óleo de soja. A demanda de óleo de soja sem um mercado definido para o farelo se torna um problema para o escoamento do produto.

Mas as indústrias encontram demanda nas duas pontas neste ano. Além do farelo, cresce também a demanda por óleo de soja para a produção de biodiesel.

No ano passado, quando a taxa de mistura de biodiesel ao diesel foi de 3% no primeiro semestre e de 4% no segundo, a demanda desse setor foi de 1,1 milhão de toneladas de óleo. Neste ano, com uma taxa de mistura de 5%, as indústrias devem destinar 1,9 milhão de toneladas de óleo de soja para a produção de biodiesel.

Os dados da Abiove indicam também um aumento nas exportações. O país deve colocar 29,8 milhões de toneladas de soja no mercado externo, acima dos 28 milhões de 2009.

Os chineses mantêm um ritmo acelerado de importações de soja. Na avaliação do Usda (Departamento de Agricultura dos EUA), a China deverá importar 50 milhões de toneladas de soja neste ano. Em 2009, o país comprou 48 milhões de toneladas e em 2008, 41 milhões.

Pressão As principais empresas de commodities que atuam na Rússia começam a pressionar o governo para frear as exportações. A quebra de safra pode elevar muito os preços dos grãos e gerar um ônus grande às empresas que têm contratos já definidos no mercado.

Confinamento - Os pecuaristas de Mato Grosso devem confinar 538 mil animais neste ano, 16% menos do que em 2009, segundo apurou o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária).

Gestão

A queda ocorre porque o confinamento exige gestão profissional, manejo específico e investimento em estrutura voltada para esse sistema. "Além disso, um olhar no futuro", diz Luciano Vacari, da Acrimat.

Em dólares A puxada de preços da soja no exterior já permite aos produtores de Sorriso (MT) fazer negócios futuros a US$ 16 por saca. Os de Sapezal recebem US$ 17 e os de Rondonópolis, US$ 18.

À espera A falta de chuva atrasa o plantio de verão e inibe as vendas de insumos, diz Guilherme Romanini, presidente da Abisolo, que reúne empresas de fertilizantes foliares, micronutrientes e insumos orgânicos.

Soja - O líder em produção ligado ao Comitê Estratégico Soja Brasil -que busca maior produtividade no setor- obteve 108 sc/ha.

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8 comentários

  • WOLMAR FRIES Antônio Prado - RS

    Prezado Telmo Heinen: Você sugere plantação de tungue na região de Antônio Prado, RS. Seria condenar este povo todos à miséria. Não sou natural desta região, pois nasci na região de Passo Fundo, onde prodomina a soja e o trigo, este último, pouco produzido altimamente, pois o governo não garante sequer o preço mínimo.

    Estou em Antônio Prado há pouco mais de 6 anos. Aqui nesta região é um exemplo de primeiro mundo. Produz-se uva, maçã, pêssego, caqui, pera, figo, cebola, alho, repolho, cenoura, abóbora, moranga, morango, ovos, leite, queijos, frangos, perus, suínos, bovinos, etc. Bons vinhos, inclusive finos, se produz aqui.

    A agroindústria, geralmente familiar, mas existem também aquelas maiores, produzem salame, copa, torresmo, massas, tortei, capelete, rapadura e sucos, totalmente naturais. O padrão de vida dos agricultores daqui é elevado, se levarmos em conta as adversidades de relevo. Fruto de muito trabalho e superação. As festas das comunidades do interior de Antônio Prado é algo sensacional. Entra no cardápio carne bovina, suína, frango, sopa de capelete (agnoline), carne lessa (é carne que sai do cozimento da sopa de capelete), massa, vinho à vontade, incluído no preço e, de sobremesa, café com biscoito. Tudo isso por menos de R$=20,00.

    As propriedades maiores, loteadas no início da colonização italiana, possuem 302.500m². Isso mesmo, pouco mais de 30 hectares e em muitas destas se aproveita menos de 5 hectares. E, se passar o novo Código Florestal Brasileiro, quase todas deverão ser abandonadas, ou por estarem próximos ao rios, ou por serem muito íngremes, mas não tem problema, a Refroma Agrária está aí para isso, haverá reassentamento em outras regiões e aí, produzirão ainda mais, a nova cidade receberá o nome de Nova Antônio Prado, trocarão o vinho peça cachaça, receberão bolsa família e outros auxílios e a festa continuará. Penso que não vais concordar, nem eu.

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  • Luiz Anacleto sinop - MT

    Prezado TELMO HEINEN

    Captei a vossa mensagem, agradeço pelas informações

    Um abraço.'.

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  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Prezado Wolmar Fries de Antônio Prado RS, qual seria uma quantidade de mistura defensável, politicamente correta? Eu acho que ela se situa obrigatoria mente entre a quantidade máxima de óleo vegetal exportavel, cerca de 4,0 milhões de toneladas e 5,0 bilhões de litros de óleo diesel que o Brasil importa por ano. Considerando que 1 litro de diesel pesa cerca de 810 gramas e que um litro de óleo vegetal pesa cerca de 910 gramas ou então, 1,0 kg de óleo vegetal corresponde a cerca de 1,1 litros as duas extremidades da hipótese acima se equivalem. Além do mais, quanto MENOS óleo para fazer frituras o mercado tiver, menor será o dispêndio do Govêrno na saúde pública para cuidar dos doentes viciados em comer frituras..., colesterol, infartos, AVC [Derrames] etc... Embora o Brasil seja autosuficiente em petróleo, isto é uma "Meia Verdade" porquanto não dispomos de Refinarias de Petróleo Pesado, que exportamos para importar óleo diesel pronto. Ali na região de Antônio Prado caberia plantio de Tungue para produção de óleo vegetal. Tem?

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  • WOLMAR FRIES Antônio Prado - RS

    A mistura de 5% de biodiesel no óleo diesel é muito pouco. Na gasolina se adiciona mais de 20% de etanol (antigo álcool) e os carros andam muito bem, inclusive no sul do País, onde hoje, dia 04 de agosto a temperatura está em torno de zero grau na minha região e meu carro não "engasgou" em nenhum momento. Com o aumento da percentagem de de biodiesel teremos um combustível menos poluente, pois não existe nada mais poluente do que o combustível fóssil. Até parece que este planeta foi feito para acabar nesta geração.

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  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Prezado Luiz Anacleto, você não captou a minha mensagem. Óleo de Soja é a principal matéria prima para fazer biodiesel no Brasil... mas o negócio é "comprá-lo" das grandes indústrias e não, se meter a moer minguadas quantidades de soja para extrai-lo porque isto é anti-econômico.... a não ser na Petrobrás, lá perto de Salvador segundo eu soube, em vez de adquirir o óleo pronto, esmagam a soja e depois tem o problema de vender o farelo... Já na Bunge, Cargil, Caramuru, Granol vê se eles tem problema de vender farelo. Tinham problema de vender o óleo entre 2001 e 2005 e agora graças a Deus que não restou alternativa. O 5,0% de adição que era para entrar em vigor em 2013 foi antecipado para 01/01/2010 e ajuda sustentar os preços. Enquanto muito gente discute qual é o melhor óleo para fazer biodiesel, a resposta é bem simples: O óleo mais barato. É o de fritura, recuperado. Segundo, o de algodão. Como não tem suficiente, vai o de soja... Mamona, Girassol, Amendoim e outros vem depois. O Brasil já exportou 3.600 mil t de óleo de soja. Agora em 2010 vai usar 1.900 mil para fazer biodiesel. É muito fácil para ter óleo neste caso, bastou diminuir a exportação. Captou?

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  • Luiz Anacleto sinop - MT

    Quem planta algodao, pensa, primeiramente em vender a pluma. De sobra tem o caroço que serve para para extração de óleo (ou biodiesel). Agora como não tem oferta suficiente, o Brasil usa sim como principal fonte para matéria prima para biodiesel , a soja.Portanto a manchete NÃO ESTA ERRADA.

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  • João Marino Delize Maringá - PR

    Para fazer Bio-Diesel, o Brasil deveria utilizar a soja transgênica, já que é um produto não comprovado para a saúde e de mais difícil exportação. No Exterior

    tenho notícia que não se utiliza de óleos transgênicos.

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  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Você acredita sinceramente que haja alguém no Brasil moendo soja para tirar o óleo para fazer biodiesel? [O melhor óleo para fazer biodiesel é o óleo mais barato...] O óleo de soja vem sendo utilizado com esta finalidade uma vez que o óleo de algodão [35% mais barato] tem uma oferta insuficiente, até porque ninguém planta algodão visando vender o caroço. Quanto ao óleo de soja, talvez a Petrobrás [Estatal] tenha esta concepção. Custa muito mais barato adquirir o óleo de soja no mercado do que se meter a extraí-lo com equipamentos de pouca escala e ainda "sofrer" para vender o farelo. Só compensa para quem tiver um consumo próprio para o farelo resultante e que não precise dele com todo óleo extraido. Outra coisa que ajuda justificar é a redução no transporte e a isenção de ICMS pela não circulação da mercadoria. Eu critico a manchete porque baseia-se numa dedução invertida e amadora.

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