Com seca no Madeira, Cargill remaneja soja para portos do Sul

Publicado em 16/09/2010 07:48
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O baixo nível do rio Madeira, no Amazonas, tem prejudicado o transporte de grãos em barcaças pela hidrovia que permite o escoamento da soja produzida no Centro-Oeste até terminal de exportação da Cargill, em Santarém, no Pará.

Com isso, a Cargill informou nesta quarta-feira (15) que está sendo obrigada a remanejar para os portos do Sul parte da soja que seria exportada por Santarém, cujo terminal realiza embarques para o exterior de aproximadamente 1 milhão de toneladas de grãos por ano.

A exportação da soja de Mato Grosso pelo terminal de Santarém tem vantagens logísticas. Além do menor custo de transporte pela hidrovia, a região Norte está mais próxima de destinos europeus.
A Cargill não é a única companhia das grandes do agronegócio prejudicada pela seca do Madeira, que atingiu este ano seu menor nível em cerca de 40 anos.

Na sexta-feira, reportagem da Reuters informou que a Hermasa Navegação da Amazônia, empresa do grupo brasileiro André Maggi, deixou de carregar barcaças, temendo problemas como o encalhe das embarcações.

Segundo a Cargill, a companhia transporta atualmente pelo rio Madeira apenas 20 por cento do total transportado no mesmo período do ano passado.

Cerca de 95 por cento do total exportado pela Cargill por Santarém chega ao terminal pela hidrovia.
No terminal de Santarém, cuja instalação no início da década foi questionada por grupos ambientalistas pela sua localização na região amazônica, a companhia conta com um silo de 60 mil toneladas.
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Fonte: Reuters

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