USDA reduz safra de soja nos EUA

Publicado em 09/11/2010 11:53 e atualizado em 09/11/2010 15:50
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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu relatório mensal de oferta e demanda nesta terça-feira reduzindo a produção de soja deve de 92,752 milhões de toneladas para 91,854 milhões de toneladas. Os números, no entanto, vieram abaixo do esperado pelo mercado - 93,24 milhões de toneladas.

A produtividade será de, aproximadamente 49,20 sacas por hectare, rendimento menor do que as expectativas - 49,99 sacas/hectare.

Já para o milho, o boletim aponta a  produção de 318,529 milhões de toneladas, enquanto o mercado apostava em 318,656 milhões de toneladas. A produtividade ficou em 161,50 sacas por hectare. As expectativas do mercado para o cereal eram de 161,50 sacas por hectare.

Estoques finais - Para a soja , estoques finais em 5,035 milhões de toneladas, volume bastante abaixo em relação ao esperado pelo mercado 6,532 milhões de toneladas.  Para o milho, 21,007 milhões de toneladas. As expectativas, entretanto, eram de 21,337 milhões de toneladas.

Ainda segundo o USDA, a safra de soja argentina sobe de 50 milhões para 52 milhões de toneladas. Houve aumento também na safra brasileira, com a estimativa passando de 67 para 67,5 milhões de toneladas.

Importações - Quanto às importações de soja para a China da safra 2010/11 houve um aumento de 55 para 57 milhões de toneladas.

O USDA ainda anunciou há pouco a venda de 112 mil toneladas de soja para o México, embarque 2010/11, confirmando a demanda aquecida pela oleaginosa.

>> Veja o resumo dos números do USDA feitos pela XP AGRO - USDA Oferta e Demanda


De acordo com o analista de mercado da XP Agro, Ricardo Lorenzet, o departamento surpreendeu ao reduzir a produtividade de soja nos EUA. Os dados promovem, portanto, a expectativa de fortes altas na abertura CBOT. Os estoques caem para 19,8 dias de consumo

Segundo Lorenzet, o boletim também é positivo para o milho, mas sem maiores surpresas. Os estoques ficaram ajustados nos EUA e o segundo mais ajustado da história em termos globais.
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Fonte: Redação NA

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