Soja volta a subir e fecha a quinta-feira com alta de quase 40 pts na CBOT

Publicado em 19/11/2010 06:22 371 exibições
Atenuados os receios globais de redução abrupta das importações chinesas de soja e de inúmeras outras commodities, cotações futuras da oleaginosa voltam a subir, em Chicago.
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As cotações futuras de soja relativas aos três primeiros vencimentos fecharam com ganhos expressivos, nesta quinta-feira, dezoito de novembro de 2010, na Bolsa Mercantil de Chicago (CME), conforme a tabela acima. Estima-se que nesta data os fundos de especulação tenham comprado cerca de 5.000 lotes futuros (680.000 toneladas) de soja.

A Irlanda foi salva da insolvência graças a um aporte de recursos provisionados pela União Européia e pelo FMI, com a distinguida atuação da Alemanha que muito ajudou a "costurar o pacote de ajuda". Esse sucesso aliviou fortemente a fuga de moedas conversíveis para o Dólar dos EUA, ao mesmo tempo em que estabilizou o Euro e  permitiu à moeda norte-americana a possibilidade de voltar a cair, assim como ensejou a possibilidade de as mercadorias negociadas a futuro voltarem a subir.

O terceiro gráfico abaixo indica a queda recente do Dólar estadunidense, algo que permitiu a recuperação dos preços futuros de vasta gama de commodities (metais preciosos, commodities agrícolas, além do petróleo e de outros produtos do setor de energia) e viabilizou a recuperação parcial das cotações futuras de soja e dos preços de ações, em bolsas de valores nos EUA. A recuperação dos preços futuros do petroleo (vide gráfico abaixo) foi particularmente notável.

Apaziguados de parte de seus receios relativos ao "pacote chinês" de medidas anti-inflacionárias, os fundos de especulação voltaram às compras de soja, em parte também motivados pelo anúncio  pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de que o total dos registros de soja norte-americana destinada à exportação efetuados na semana passada atingiu 1.175.500 toneladas, ou seja, praticamente encostando no limite superior (1.200.000 toneladas) das expectativas dos participantes do mercado em Chicago.

Até onze de novembro, as vendas acumuladas da oleaginosa norte-americana destinada à exportação já representavam 72 % da previsão do USDA para o total previsto de exportações de soja dos EUA durante todo o ano-safra 2010/2011, em contrapartida ao percentual médio de 51,2 %, até esta mesma época, durante os cinco últimos anos-safra. Este dado também ajudou os gestores de fundos de especulação a pelo menos em parte perderem o medo relacionado ao anunciado "pacote chinês".

A propósito, os traders de Chicago em boa hora lembraram-se de que ao Governo da China cumpre a tarefa diária de colocar comida nas mesas de 1,31 bilhão de pessoas, cuja alimentação inclui a crescente presença de carne suína e de carne de frangos, ambos estes itens por sua vez dependentes da estável oferta interna chinesa de farelo de soja, fonte privilegiada de proteínas vegetais. Segue logo abaixo quadrinho com gráfico sobre a evolução recente da população chinesa.

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