Moratória da Soja: o pequeno produtor é o mais prejudicado, afirma Glauber Silveira

Publicado em 02/12/2010 18:44 518 exibições
A adesão da “Moratória da Soja” pelo Banco do Brasil prejudicará principalmente os pequenos produtores rurais dos assentamentos feitos pelo governo, de acordo com Glauber Silveira, presidente da Aprosoja/ MT. Segundo ele, a medida pode afunilar ainda mais a oferta de crédito rural, já que a safra em algumas regiões brasileira vem sendo reduzida.
A Moratória da Soja é o nome que recebeu o pacto ambiental entre entidades representativas dos produtores de soja do Brasil, como a Abiove e Anec, para prover a adoção de medidas contra o desmatamento da Amazônia, que inicialmente teve o prazo de duração de dois anos a contar de 24 de julho de 2006.
O Banco do Brasil divulgou ontem a informação de que não irá liberar financiamento para produção de soja em áreas do bioma Amazônico que tenham sido desmatadas a partir da data em que a “Moratória da Soja” passou a vigorar.
Glauber Silveira defende que o BB não deve se limitar às regras da moratória, já que é um pacto privado, e sim seguir as exigências estabelecidas pela lei e as normas do crédito rural, evitando assim que os agricultores que obtiveram licença para desmatar dentro dos limites de 20% para o bioma amazônico, e, 65% para o cerrado, não sejam excluídos da comercialização.
Silveira ainda afirma que os agricultores não podem se render ao capricho dos bancos, “que querem se mostrar para a sociedade como  sustentáveis”, e conclui que a Aprosoja também defende as práticas de preservação do meio ambiente e que é contra os desmatamentos ilegais, o trabalho escravo e o cultivo em áreas de reservas indígenas e ambiental.
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Notícias Agrícolas

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