Segunda-feira, 12, será dia importante para o mercado futuro de soja em Chicago

Publicado em 12/09/2011 07:50 601 exibições
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Este comentário refere-se ao pregão futuro de nove de setembro de 2011. Nesta sexta-feira, as cotações futuras de soja relativas aos três primeiros vencimentos da Bolsa Mercantil de Chicago (CME) fecharam com ganhos significativos, conforme a tabela acima. Comentários sobre a possibilidade de geadas precoces na parte norte do Cinturão de Milho e de Soja dos EUA conferiram algum suporte às cotações acima referidas. Foram igualmente positivas as compras futuras de última hora da oleaginosa, a título de posicionamento antecipado, com respeito ao importante relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) que sairá na segunda-feira, doze de setembro corrente.

Entretanto, a fraqueza presente em mercados externos afetados negativamente pelos crescentes temores vinculados à questão do endividamento europeu desestimulou em grande parte um potencial de compras futuras hipoteticamente ainda mais expressivas, no pregão futuro de soja. Para ilustrar o ponto-de-vista positivo e promissor do aludido potencial, vale a pena citar a seguinte frase de Dan Cekander, analista da corretora Newedge, de Chicago: "um padrão climático persistente de estiagem e de excessivo calor incidiu sobre aproximadamente um terço do Cinturão, ao longo do crítico estágio de enchimento das vagens (estágio de desenvolvimento reprodutivo da soja), durante o mês de agosto". Em verdade, a seca permanece ainda em importantes áreas produtoras da oleaginosa no Meio-Oeste estadunidense (vide abaixo, o mapa mais recente do Monitor da Seca nos EUA).

Outros fatores limitantes do potencial de compras futuras adicionais da oleaginosa consistiram, nesta data, de:

• Impressionante e continuada valorização do Dólar dos EUA perante uma cesta de moedas conversíveis (vide o terceiro gráfico abaixo) - a valorização do Dólar torna as commodities de exportação norte-americanas mais caras para os importadores globais;
• Tônica psicológica negativa relacionada a perdas expressivas de valores de ações de capital em mercados acionários, nos EUA e no resto do mundo.

O USDA, por sua vez, informou que os registros de vendas de soja norte-americana destinada à exportação efetuados na semana passada totalizaram 444.900 toneladas, ou seja, situaram-se estritamente em linha com as expectativas dos participantes do mercado futuro da oleaginosa, em Chicago.

Recentíssimo levantamento de opiniões efetuado junto a dezenove analistas do mercado futuro de soja da mencionada praça internacional indicou as seguintes expectativas médias:

• Produtividade média de soja norte-americana na safra 2011/2012: 41.0 bushels/acre = 45,95 sacos de 60 kg líquidos;
• Redução de cerca de apenas 680.000 toneladas, com relação à previsão mais recente do USDA sobre a produção norte-americana de soja de safra 2011/2012 - algo da ordem de 83,2 milhões de toneladas;
• Redução de apenas aproximadamente 136 toneladas, com respeito à ultima projeção de estoque final de safra 2011/2012 efetuada pelo USDA, ou seja, projeção de estoque final de cerca de 4,2 milhões de toneladas.

O SojaNet acredita na possibilidade de as reduções de oferta e de estoque final (2011/2012) de soja dos EUA a serem efetuadas pelo USDA na segunda-feira serem algo mais drásticas do que os cortes acima projetados (com base nas médias das opiniões de analistas de Chicago). Preocupa, entretanto, o SojaNet a possibilidade de o referido Departamento vir a reduzir a sua projeção de demanda da oleaginosa norte-americana, de parte da China.

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Fonte:
SojaNet

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