Soja e Milho: Clima atrasa plantio em São Paulo

Publicado em 10/11/2011 06:54 e atualizado em 10/11/2011 07:42 374 exibições
Diferentemente do que ocorre nos principais estados agrícolas do país, o regime de chuvas tem segurado a largada da safra 2011/12 de grãos de São Paulo. Em importantes regiões do estado, a semeadura não chegou nem sequer à metade do terreno a ser ocupado pela soja e pelo milho, conferiu a Expedição Safra Gazeta do Povo. Este é o caso dos produtores do norte paulista, que já começam a ficar preocupados com o comportamento do clima. “A previsão não está se concretizando. As chuvas chegaram no final de agosto, mas até agora não temos nem 80 milímetros de acumulado”, revela Saulo de Tarso, agrônomo da cooperativa do Agronegócio e Armazenagem de Votuporanga (Coacavo). Ele diz que grande parte dos associados – ao todo são 4,2 mil produtores – já preparou a terra para o plantio, mas ainda não colocou as plantadeiras para funcionar. Produtores como Nerlei Sargi, de Cosmorama, que possuem fazendas com sistema de irrigação por pivôs, porém, estão mais tranquilos. Dono de 350 hectares a serem plantados com soja e milho, o agricultor diz que “espera a ajuda de São Pedro para concluir a semeadura da safra”. Até o momento, ele plantou 70% da área total. “A chuva está muito localizada. Não tenho 50 milímetros de acúmulo no mês”, conta Sargi.

Sem umidade suficiente para a germinação das plantas, a família Pauletto, de Cosmorama, prefere não arriscar a plantar no pó. O chefe da família, José Antonio, conta que até agora choveu 60 milímetros na fazenda de 218 hectares e que a previsão aponta novas pancadas somente a partir do dia 17. “Até lá vamos ficar esperando”. Nesta mesma época do ano passado, ele, a esposa Leonice e o filho Everton já haviam concluído os trabalhos de campo em 30% da área total dedicada aos grãos de verão. A perspectiva de bons preços para o milho fizeram com que a família reservasse todo o terreno disponível para o grão nesta temporada. Eles já comercializaram 50% da produção esperada e alguns contratos foram fechados pelo preço de R$ 31 por saca. “Estou sempre ligado no mercado e nas cotações”, diz ele enquanto confere o comportamento dos preços das commodities em todo o país em um canal de tevê.

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Gazeta do Povo

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