Medo de agravamento da crise europeia pesa mais negativamente do que pesaram positivamente exportações dos EUA

Publicado em 29/11/2011 07:00 274 exibições

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Esta análise refere-se ao pregão futuro de soja em dezessete de novembro de 2011. Nesta quinta-feira, as cotações futuras de soja relativas aos três primeiros vencimentos da Bolsa Mercantil de Chicago (CME) fecharam com perdas expressivas, conforme a tabela acima. O primeiro vencimento futuro da oleaginosa - Janeiro/2012 - registrou o seu mais baixo fechamento, desde 29 de novembro de 2010. A soja cedeu na esteira dos preços futuros de milho, que despencaram cerca de 4 %. O trigo também rolou a ribanceira. Os fundos de especulação foram muito ativos na ponta vendedora, nos pregões de praticamente todas as commodities.

Os retrocessos acima referidos foram atribuídos à firme valorização do Dólar dos EUA (vide o tereceiro gráfico abaixo) e aos crescentes temores de desaquecimento da economia europeia, na medida em que a crise de dívidas soberanas passe a espalhar-se por toda a Europa (agora já estão falando até mesmo dos riscos a serem possivelmente enfrentados pela França - o que parece ser um exagero).

É interessante notar que receios psicológicos parecem neste momento pesar mais do que fatos positivos. O anúncio de sólidos registros de venda pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) não teve peso suficiente para sustentar as cotações futuras da oleaginosa, em Chicago. Conforme o USDA, os registros de venda de soja norte-americana destinada à exportação efetuados na semana passada totalizaram 751.200 toneladas e superaram as melhores expectativas, além de incluírem vendas de 517.100 toneladas para a China. Isso não bastasse, exportadores privados estadunidenses informaram nesta data haver vendido 420.000 toneladas da oleaginosa norte-americana também para a China.

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Sojanet

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