USDA tira timidamente o açúcar da baixa em NY, mas juros nos EUA continuarão na pressão

Publicado em 11/10/2018 17:42 e atualizado em 12/10/2018 10:30
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O tímido repique de alta que o açúcar teve na ICE Futures (Nova York) nesta quinta-feira (11) não tem nada a ver com fundamentos (já precificados) indianos e brasileiros, como costuma ser. Tampouco vinham sendo assim os pregões desde a abertura da semana. Os Estados Unidos estão no centro esta semana.

Neste último dia útil no Brasil, o relatório do USDA forçou um pouquinho a alta do março/19, a 12.92 c/lp (mais 7 pontos), ao apontar declínio marginal de seus estoques e da produção americana de açúcar, deixando no cenário a perspectiva de uma importação proporcional.

Mas pela movimentação da commodity na bolsa, percebe-se que o peso desse notícia se esgota hoje mesmo.  O que deverá prevalecer sobre o açúcar no mercado internacional é a questão dos juros nos Estados Unidos, de acordo ainda com a observação de Maurício Muruci, analista da Safra & Mercado.

Juros em elevação e em perspectiva de nova rodada de alta em dezembro, tira recursos dos derivativos e outros, que são descarregados em títulos do Tesouro dos EUA e outras rendas fixas. Com o açúcar já pressionado, sem viés de alta - mais ainda com a Índia se preparando para novas exportações em excesso da nova safra - investidores vendem os papéis e vão para a segurança.

Além desse movimento clássico do mercado financeiro, o dólar valorizado no mercado internacional, frente a uma cesta de outras moedas, joga mais pressão no açúcar, o que é tradicional quando há um ajuste no poder de compra da moeda americana que cota as commodities, reitera Muruci.

Com esses dois paredões vindo pelo lado dos juros, o analista da Safras vê outra rodada de baixa entre esta sexta e segunda, tendo notado que as máximas não rompem os 13 c/lp e menos ainda os fechamentos. Mesmo nesta sexta, com o apelo marginal dos dados do USDA, não aconteceu.

Portanto, mais uma onda de vendas.

Por: Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas

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