Preço do etanol sobe 8,67 % ante a semana anterior com demanda aquecida, diz Reuters

Publicado em 23/04/2019 01:43 e atualizado em 23/04/2019 16:20
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SÃO PAULO (Reuters) - Os preços do etanol continuam em alta forte nas usinas do Estado de São Paulo, principal produtor do Brasil, com suporte da menor oferta neste início de safra do centro-sul e da demanda aquecida, na avaliação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Entre 15 e 18 de abril, o Indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado em São Paulo fechou a R$ 1,9846  por/litro (sem ICMS e sem PIS/Cofins), alta de 4,66 % em relação à semana anterior.

No caso do etanol anidro (misturado à gasolina), o indicador atingiu R$ 2,1038 /litro (sem PIS/Cofins), acréscimo de 8,67 % ante a semana anterior.

"Em boa parte da semana passada, usinas tiveram dificuldades na entrega do produto, devido ao clima chuvoso, que limitou a moagem. Diante disso, as unidades que tinham o etanol em tanques conseguiram negociá-lo a pronta-entrega a preços maiores", disse o Cepea.

Do lado das distribuidoras, o interesse manteve-se firme, em decorrência do final de semana de Páscoa. "Alguns compradores que não conseguiram garantir a retirada do produto já adquirido precisaram voltar ao mercado e realizar novos negócios para entrega rápida a preços maiores."

Na semana anterior, o preço do hidratado, utilizado diretamente nos veículos, já havia subido mais de 15 por cento nas usinas paulistas, segundo a média do Cepea.

Petrobras completa 18 dias sem reajustar gasolina; muda publicação de preços

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras manteve nesta segunda-feira o preço médio da gasolina nas suas refinarias, completando 18 dias sem reajustes, de acordo com dados da petroleira compilados pela Reuters.

A empresa também passou a publicar em seu site os valores dos combustíveis em todos os seus pontos de venda, e não mais a média como fazia anteriormente.

Pelo preço médio, a gasolina da Petrobras está cotada a R$ 1,9354 por litro --maior valor desde 30 de outubro de 2018, segundo dados publicados anteriormente pela Petrobras.

O valor médio não muda desde 5 de abril, apesar de regra que impede a estabilidade do combustível por um período superior a 15 dias.

O preço do diesel também foi mantido nesta segunda-feira pela Petrobras.

Procurada, a Petrobras respondeu apenas que "a política de preços de gasolina mantém-se inalterada", evitando entrar em detalhes sobre a regra para a gasolina, estipulada em setembro do ano passado pela breve gestão de Ivan Monteiro.

A manutenção do preço ocorre apesar de avanço importante dos preços da gasolina no mercado internacional. A gasolina nos EUA subiu 8,5 por cento desde 5 de abril, na esteira dos valores do petróleo, que atingiram nesta segunda-feira os maiores níveis em quase seis meses.

Monteiro criou a regra que impedia que a gasolina da Petrobras ficasse por mais de 15 dias congelada ao anunciar aprovação da diretoria de um mecanismo de hedge complementar, visando dar flexibilidade à gestão da política de preços da gasolina.

A medida teve como objetivo ampliar a periodicidade dos reajustes diários em momentos de volatilidade e sem incorrer em perdas financeiras.

Monteiro assumiu a presidência após a renúncia de Pedro Parente, que deixou a empresa justamente em meio a pressões sobre sua política de preços de combustíveis, cujos reajustes ocorriam quase que diariamente, sem intervenções estatais, em busca de rentabilidade.

MUDANÇA NA PUBLICAÇÃO

Já a mudança na publicação dos preços da Petrobras atende a pedidos do mercado e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que se queixavam de que a média nacional não dava a transparência necessária sobre como a petroleira estava atuando em seus pontos de venda.

Agora a Petrobras informa ainda o preço médio do diesel por tipo (S10 e S500). Antes, a informação era somente sobre o preço médio do combustível.

"A Petrobras está fortemente comprometida com a transparência e repudia práticas monopolistas", disse a estatal em nota.

A mudança foi feita após a polêmica envolvendo o presidente Jair Bolsonaro, cuja ação resultou em cancelamento de um reajuste do diesel anunciado no início do mês.

Fonte: Reuters

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