Leilão de Biodiesel do Brasil negocia 1,139 bi litros, diz ANP

Publicado em 19/08/2019 21:15
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SÃO PAULO (Reuters) - O 68º leilão de biodiesel do Brasil registrou o arremate de 1,139 bilhão de litros do produto, para atendimento de demanda em setembro e outubro, ante 984,443 milhões de litros negociados no certame anterior, para julho e agosto, informou nesta segunda-feira a agência reguladora ANP.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor total do certame foi de 1,141 bilhão de reais, com preço médio de 2,857 reais por litro --descontada a margem da Petrobras.

Ainda de acordo com nota do órgão, o ágio médio foi de 1,30% em relação à média ponderada dos preços máximos de referência, de 2,820 reais por litro.

A apresentação das ofertas de biodiesel ocorreu em 12 de agosto, com 38 produtores disponibilizando 1,141 bilhão de litros, sendo 99,74% de produtores que possuem o selo Combustível Social.

Preços do petróleo sobem 2% por ataque na Arábia Saudita e expectativa de estímulos

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo avançaram cerca de 2% nesta segunda-feira, após um ataque das forças iemenitas houthis a uma instalação de petróleo da Arábia Saudita no final de semana ameaçar a oferta petrolífera, enquanto operadores continuam buscando sinais de que as principais economias do mundo tomarão medidas para contra-atacar uma desaceleração global.

O petróleo Brent, valor de referência global, fechou a 59,74 dólares por barril, avançando 1,10 dólar, ou 1,88%.

Os contratos futuros do petróleo dos Estados Unidos encerraram a sessão a 56,21 dólares o barril, alta de 1,34 dólar, ou 2,44%.

Sinais de uma leve suavização na guerra comercial entre EUA e China, incluindo uma concessão do governo norte-americano para que a chinesa Huawei  adquira suprimentos de empresas norte-americanas, também ajudaram nos preços do petróleo. 

Um ataque por drones do grupo houthi a um campo petrolífero no leste da Arábia Saudita no sábado causou um incêndio em uma instalação de gás, ampliando as tensões no Oriente Médio, mas a estatal Saudi Aramco afirmou que a produção de petróleo não foi afetada.

"O mercado do petróleo parece estar precificando novamente um prêmio por risco geopolítico após os ataques de drones à Arábia Saudita no fim de semana, mas o prêmio pode não se sustentar caso isso não resulte em alguma interrupção de oferta", disse Giovanni Staunovo, analista de petróleo da UBS.

China interrompe compra de petróleo venezuelano após sanções dos EUA (no ESTADÃO)

A CNPC, a maior empresa petrolífera da China, desistiu neste mês de comprar 5 milhões de barris de petróleo da Venezuela, temendo o impacto de sanções anunciadas há duas semanas pelo presidente americano, Donald Trump. A estatal é a segunda empresa de países aliados do presidente Nicolás Maduro que desiste de fazer negócios com o venezuelano nos últimos dias para evitar represálias do Departamento do Tesouro.

A primeira foi o banco turco Ziraat, envolvido na importação de metais preciosos venezuelanos e na intermediação de compra de alimentos produzidos na Turquia para distribuição de cestas básicas no país caribenho. 

A decisão representa a perda bruta de US$ 267 milhões no já combalido fluxo de caixa do regime chavista, alvo de sanções americanas a sua principal commodity desde o fim do ano passado. Maduro tem recorrido à China, Rússia e Turquia, três de seus principais aliados, para amenizar os impactos das sanções.

Sanções ampliam falta de recursos da Venezuela

No começo do mês, o governo americano congelou bens do Estado venezuelano no exterior e proibiu empresas e Estados de fazerem negócios com o país caribenho sob pena de multas e congelamento de ativos dessas empresas em território americano para quem “ colaborar materialmente com o chavismo”.

“A CNPC está preocupada e teme ser atingida pelas sanções secundárias”, disse uma fonte da empresa que não se identificou por não estar autorizada a falar publicamente sobre o caso. 

Oficialmente, a empresa não se pronunciou pelo caso, assim como a PDVSA e o governo venezuelano. 

 A China, já envolta numa guerra comercial com os EUA, tornou-se o principal cliente do petróleo venezuelano depois que os americanos deixaram de comprá-lo no ano passado. Nos últimos meses, Pequim tem adotado uma posição cada vez mais pragmática na questão venezuelana, numa atitude um pouco diferente da Rússia, que tem sido mais assertiva no apoio a Maduro. 

Autópsia descartou crime em morte de ex-secretário da PDVSA encontrado morto em Madri

Sede da PDVSA em Caracas Foto: REUTERS/Andres Martinez Casares

Acordos preveem envio de petróleo para a China

A CNPC, por sua vez, é a principal compradora da commodity venezuelana. Em média, os chineses compram 339 mil barris de petróleo por dia. A maior parte dessas compras, no entanto, não revertem dinheiro para o caixa chavista em consequências de acordos assinados ainda no governo do presidente Hugo Chávez (1999-2013), quando Venezuela e China fecharam empréstimos no valor de US$ 14 bilhões, tendo o petróleo venezuelano como garantia de pagamento. 

A PDVSA nunca deixou de entregar carregamentos de petróleo para a China para cumprir esses acordos. Nos últimos anos, Maduro negociou o alongamento de prazos em virtude do aperto nas reservas e na diminuição da produção da estatal venezuelana. 

Uma fonte da PDVSA disse ter sido notificada da suspensão, mas relatou que a decisão pegou os venezuelanos de surpresa. O foco agora, ainda de acordo com essa fonte, é convencer os chineses a tornar essa interrupção temporária. Uma solução seria vender o petróleo a subsidiárias da estatal chinesa sem negócios nos Estados Unidos. 

Os chineses, no entanto, querem consultar os americanos antes de qualquer decisão.  A suspensão foi decidida depois de uma reunião de diplomatas americanos e executivos da CNPC em Pequim. / REUTERS e BLOOMBERG. 

 

Fonte: Reuters

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