Monitorando petróleo, açúcar tem dia de ajustes nos preços em Londres e Nova York

Publicado em 17/08/2022 16:46
Financeiro também foi destaque, mas dólar encerra próximo da estabilidade

O mercado futuro do açúcar encerrou as negociações desta quarta-feira (17) com poucas variações nas bolsas de Nova York e Londres. 

O tipo bruto registrou queda de 16% em Nova York e encerrou negociado por 18,24 cents/lbp. Em Londres, o tipo branco encerrou com queda de 190 pontos, negociado por US$ 552 a tonelada. 

De acordo com análise internacional do site Barchart, as perdas no açúcar quarta-feira foram limitadas pela força do petróleo bruto ( CLU22 ), que subiu mais de +1%. A força dos preços do petróleo beneficia os preços do etanol e pode incentivar os produtores de açúcar do Brasil a moer mais cana-de-açúcar para etanol do que açúcar, reduzindo assim a oferta de açúcar.

A commoditie acaba impactando nos preços do açúcar porque no Centro-Sul do Brasil há opção de produção entre o adoçante e o etanol. Com os preços de energia mais baixos, as usinas tendem a ter maior foco no açúcar, elevando a oferta do adoçante.

No financeiro, o dólar encerrou o dia com alta de 0,57% negociado por R$ 5,17 na venda. "O dólar desacelerou a alta frente ao real na tarde desta quarta-feira, colado no movimento da moeda no exterior em repercussão à ata do Fed, que não sinalizou explicitamente continuidade dos superaumentos de juros em curso pelo banco central dos EUA", destacou a análise da agência de notícias Reuters. 

Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Açúcar encerra semana em baixa com perspectiva de excesso global de oferta
Vendas no Centro-Sul atingem 1,33 bilhão de litros nos primeiros quinze dias de janeiro
Exportações de açúcar fecham janeiro com queda de 27,2% no faturamento frente a 2025
Fixação de preço do açúcar do Brasil em NY atinge 38%, abaixo do ano anterior, diz Archer
Açúcar amplia perdas em NY e Londres com expectativa de excesso de oferta global
Centro-Sul deve impulsionar novo ciclo de excesso de oferta no mercado global de açúcar, avalia Hedgepoint