Açúcar: Mercado em NY não resiste e passa a recuar com baixas de mais de 2% do petróleo

Publicado em 12/10/2022 12:40

O mercado do açúcar não resistiu e também passou para o campo negativo na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira (12), acompanhando as demais commodities que recuam de forma considerável. Assim, perto de 12h20 (horário de Brasília), os futuros do adoçante cediam de 0,12% a 0,70% nos contratos mais negociados, com o março a US$ 18,61 e o julho, 17,22 cents de dólar por libra-peso. 

Mais cedo os preços davam sequência às baixas que foram registradas na sessão anterior, encontrando apoio no petróleo - que também subia de forma expressiva - e nas preocupações com a oferta menor no Centro-Sul do Brasil. Todavia, com o financeiro pesando e a aversão ao risco ficando mais presentes nos mercados, as cotações voltaram a operar no vermelho. 

No início da tarde desta quarta, o petróleo caia mais de 2%, tanto no WTI, quanto no brent, levando o WTI a ser cotado a pouco mais de US$ 87,00 por barril. 

Ainda assim, permanecem as atenções no mercado do açúcar aos números da produção.

Dados que foram trazidos ontem pela Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bionergia) mostraram um recuo na produção do Centro-Sul brasileiro. No acumulado desde o início da safra 2022/2023, a fabricação do adoçante totaliza 26,33 milhões de toneladas, frente às 29,23 milhões de toneladas do ciclo anterior, uma baixa de 9,9%.

Por outro lado, os dados que mostram um aumento na produção indiana em cerca de 17% frente ao ciclo 2021/22, de acordo com dados do Ministério do Consumidor, Alimentação e Distribuição Pública, pesam para o outro lado e limitam a força de alta nas cotações do adoçante. 

A formação dos preços do açúcar branco na União Europeia também influenciam o andamento dos futuros, principalmente porque a produção do bloco deve apresentar uma queda de 6,9% na temporada 2022/23 em função de adversidades climáticas. 
 

Fonte: Notícias Agrícolas

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