Açúcar: Bolsa de NY encerra sessão desta 4ª feira próxima da estabilidade

Publicado em 03/05/2023 15:13
Fatores dos dois lados da tabela impactam nas cotações, como informações das origens, ajustes e financeiro

As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta quarta-feira (03) próximas da estabilidade, mas com tendência de alta, apesar de seguirem em queda em Londres. O mercado acompanha fatores dos dois lados da tabela.

O vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York subiu 0,12%, a 25,17 cents/lb, com máxima em 25,44 cents/lb e mínima de 24,88 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato teve queda de 0,87% no dia, a US$ 687,60 a tonelada.

Depois de testar máximas de 11 anos e meio nos últimos dias, o mercado do açúcar em Nova York chegou a recuar nesta quarta-feira com movimento de realização de lucros. Porém, a tendência de alta voltou a prevalecer.

Uma produção menor do que o esperado em importantes origens, como a Índia, Tailândia, China e União Europeia está em foco, enquanto a colheita no Brasil tem sentido impacto das chuvas. Essas notícias dão suporte.

Nesta semana, a StoneX revisou para cima a moagem da safra 2023/24, de  592,1 milhões de toneladas para 595,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, considerando melhores produtividades e uma alta na área plantada.

Com isso, a moagem na região deverá crescer 8,7% sobre a temporada anterior, segundo a consultoria, gerando uma maior oferta.

Em contrapartida, o mercado do adoçante acompanha outros fatores negativos, como do financeiro. O petróleo tinha queda de cerca de 4% nesta tarde antes de aumentos esperados nas taxas de juros nos Estados Unidos, segundo a Reuters.

A demanda também está no radar dos operadores de mercado. O Brasil, líder no comércio global, exportou 971,592 mil toneladas de açúcar em todo o mês de abril, ante 1,32 milhão de toneladas no mesmo mês do ano passado.

Por outro lado, o dólar tinha nesta tarde queda de cerca de 1% sobre o real, o que tende a desencorajar as exportações e dar suporte aos preços.

MERCADO INTERNO

O mercado interno do açúcar tem registrado queda nos últimos dias, após disparada mesmo com o início da safra 2023/24 no Centro-Sul.

"O impulso veio de chuvas ao longo do mês em regiões paulistas produtoras de cana-de-açúcar, que dificultaram o transporte da cana das lavouras até as unidades de processamento, interromperam a produção e, consequentemente, reduziram a oferta do açúcar cristal branco em São Paulo", diz o Cepea.

Leia mais:

+ Açúcar/Cepea: Primeiro mês da safra 23/24 registra alta no preço do cristal branco em SP

No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, foi negociado a R$ 146,01 a saca de 50 kg com baixa de 0,82%.

Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 154,41 a saca - estável, segundo dados da consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 26,95 c/lb e queda de 1,52%.

» Clique e veja as cotações completas de sucroenergético

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Açúcar reage nas bolsas após projeção de déficit global saltar para 6,3 milhões de toneladas
Conferência Internacional DATAGRO reúne líderes do setor para debater futuro do açúcar, etanol e biocombustíveis
Brasil pode responder por 73% das exportações globais de açúcar bruto e ampliar protagonismo em 2027
Com expectativa de mix mais alcooleiro, moagem da safra de cana 2026-2027 do Norte-Nordeste atinge 16,7% do previsto
Déficit no mercado global de açúcar deve crescer acentuadamente, diz analista
Açúcar/Cepea: Menor oferta e alta externa impulsionam preços do cristal