Com fim da paridade internacional, preços da gasolina e diesel ao consumidor podem cair cerca de R$ 0,40/l, mas há preocupação com falta de clareza

Publicado em 16/05/2023 12:17 e atualizado em 16/05/2023 17:13
Após anúncio da mudança, Petrobras informou ao mercado queda nas refinarias de R$ 0,40 o litro da gasolina, ou 12,6%, e o diesel terá um corte de R$ 0,44 o litro, ou 12,8% a partir desta quarta-feira (17)

Esta terça-feira (16) começou com a notícia de que a Petrobras colocará um fim na paridade internacional de preços do petróleo e derivados – como gasolina e diesel –, adotada desde 2016 pela companhia. O setor criticou o fato de a decisão ser pouca clara, mas as ações da companhia subiam neste início de tarde.

Logo após a decisão de mudança da política, a companhia soltou uma revisão nos preços dos combustíveis, com queda de R$ 0,40 o litro na gasolina, ou 12,6%, e o diesel com um corte de R$ 0,44 o litro, ou 12,8% a partir desta quarta-feira (17). O GLP, o chamado gás de cozinha, será reduzido em R$ 8,97 o botijão de 13kg, ou 21,3%.

Pouco antes da decisão da Petrobras em relação à queda nos preços, o Notícias Agrícolas conversou com o analista da Agrinvest Thiago Davino. Para ele, a decisão de acabar com a política de preço internacional deve fazer com que os preços aos consumidores caiam cerca de R$ 0,40 por litro no Brasil, já que estavam mais caros que o cenário internacional.

Nas refinarias, a queda esperada pela consultoria era de R$ 0,46 o litro para a gasolina e no óleo diesel de R$ 0,36 o litro. Ou seja, ainda há espaço para novos cortes da Petrobras nos preços da gasolina nas refinarias, apesar de o diesel ter tido uma queda agora até acima do que a Agrinvest esperava.

"Fazendo um mix entre preço internacional e custo de refino no mercado interno, a queda no preço poderá ser ainda maior. Lembrando que essa queda é da Petrobras junto às distribuidoras. E como a gasolina tem mistura de 10% de etanol, a queda por aqui não será 100% desse valor", afirma  Davino.

A nova estratégia comercial da companhia usará como referência: o custo alternativo do cliente, como valor a ser priorizado na precificação – que contempla as principais alternativas de suprimento, sejam fornecedores dos mesmos produtos ou de produtos substitutos – e o valor marginal –  baseado no custo de oportunidade dadas as diversas alternativas para a companhia dentre elas, produção, importação e exportação do referido produto e/ou dos petróleos utilizados no refino.

O Notícias Agrícolas também falou com o analista de energia da StoneX, Bruno Cordeiro. Ele destacou que a decisão da companhia ficou pouca clara sobre como será a nova política de preços. "Ainda não se tem o cálculo muito claro de como vai ser feita essa precificação dos combustíveis. A gente precisa ver os próximos passos da Petrobras sobre uma determinação mais clara", afirma.

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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