Açúcar: Produção avança no Centro-Sul e pressiona ainda mais NY e Londres nesta 5ª

Publicado em 25/05/2023 12:43
Mercado também sente pressão da queda acentuada do petróleo no financeiro nesta reta final de semana

As cotações futuras do açúcar operam com queda expressiva nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado do adoçante sente pressão dos números de avanço da safra 2023/24 do Centro-Sul do Brasil, além do petróleo no financeiro que já impactava nos preços mais cedo.

Por volta das 12h38 (horário de Brasília), o vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York tinha queda de 2,51%, cotado a 24,85 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato caía 1,51% no dia, negociado a US$ 679,30 a tonelada.

Depois de um início de safra lento, a produção de açúcar na primeira quinzena de maio totalizou 2,53 milhões de toneladas. Um salto de mais de 50% ante o mesmo período da safra anterior, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

No acumulado desde 1º de abril, a fabricação do adoçante totaliza 4,06 milhões de toneladas, contra 2,74 milhões de toneladas do ciclo anterior (+48,04%).

Leia mais:

+ Moagem de cana avança no Centro-Sul e totaliza 43,98 milhões de toneladas na 1ª quinzena de maio

No financeiro, o petróleo recua cerca de 3% nas bolsas internacionais e contribui com a pressão no adoçante. As oscilações do óleo impactam diretamente nos preços dos combustíveis e, consequentemente, na decisão das usinas sobre produção de etanol ou adoçante.

» Clique e veja as cotações completas de sucroenergético

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Açúcar reage nas bolsas após projeção de déficit global saltar para 6,3 milhões de toneladas
Conferência Internacional DATAGRO reúne líderes do setor para debater futuro do açúcar, etanol e biocombustíveis
Brasil pode responder por 73% das exportações globais de açúcar bruto e ampliar protagonismo em 2027
Com expectativa de mix mais alcooleiro, moagem da safra de cana 2026-2027 do Norte-Nordeste atinge 16,7% do previsto
Déficit no mercado global de açúcar deve crescer acentuadamente, diz analista
Açúcar/Cepea: Menor oferta e alta externa impulsionam preços do cristal