Índia limita embarques de açúcar até 1º semestre de 2024 com proximidade do El Niño, dizem fontes

Publicado em 12/06/2023 08:07 e atualizado em 12/06/2023 08:41

 

Por Rajendra Jadhav e Mayank Bhardwaj

MUMBAI/NOVA DELI (Reuters) - A Índia considera permitir exportações de açúcar até pelo menos a primeira metade da próxima temporada, já que o governo teme que o padrão climático El Niño possa reduzir as chuvas e prejudicar a produção, disseram fontes do governo nesta segunda-feira.

A Índia, segundo maior exportador de açúcar do mundo, geralmente decide a quantidade de adoçante que as usinas podem exportar antes do início do novo ano comercial em 1º de outubro. O atraso nos embarques da Índia pode sustentar os preços globais do açúcar, que tem sido negociado perto de máximos de vários anos.

"O clima é um grande fator negativo. No ano passado, apesar das boas chuvas de monção, a produção de açúcar caiu. Este ano, com o El Niño, não podemos correr o risco de permitir exportações mais cedo", disse um alto funcionário do governo que não quis ser identificado devido a regras oficiais.

O padrão climático El Niño, que desencadeou a maioria das secas que a Índia enfrentou nas últimas sete décadas, pode provocar condições climáticas extremas ainda este ano.

“Em qualquer safra de açúcar, leva pelo menos alguns meses para ter uma ideia clara sobre a produção, e é por isso que vamos esperar até que haja um cenário absolutamente claro sobre a produção”, disse outro funcionário do governo, que também não quis se identificar.

"No que diz respeito às exportações, não teremos pressa alguma."

Um porta-voz do governo não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

No início da atual temporada de açúcar até 30 de setembro de 2023, a indústria estimou a produção deste ano em 36 milhões de toneladas, projeção que já foi reduzida para 32,8 milhões de toneladas.

Devido à menor produção, a Índia permitiu exportações de 6,1 milhões de toneladas para esta temporada. Como a cota está esgotada, a Índia não está exportando açúcar.

(Reportagem de Rajendra Jadhav e Mayank Bhardwaj)

Fonte: Reuters

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