Sem NY, açúcar branco recua na Bolsa de Londres nesta 2ª com financeiro

Publicado em 19/06/2023 14:58
Mercado do petróleo registrava perdas de cerca de 1% nesta tarde em meio incertezas com a China

As cotações futuras do açúcar branco encerraram a sessão desta segunda-feira (19) com queda leve na Bolsa de Londres. O mercado do adoçante acompanhou as oscilações do financeiro, principalmente o petróleo, mas também segue as origens.

A Bolsa de Nova York não funcionou hoje por conta do feriado Juneteeth, em comemoração à emancipação dos afro-americanos escravizados.

O vencimento mais negociado do açúcar branco na Bolsa de Londres teve desvalorização de 0,19% no dia, cotado a US$ 701,20 a tonelada.

Depois de ficar a maior parte do dia próximo da estabilidade, o mercado do açúcar fechou a sessão esta segunda com desvalorização em Londres com um financeiro mais negativo, principalmente o petróleo, em meio dúvidas sobre a demanda chinesa.

O óleo bruto impacta diretamente nos combustíveis e, consequentemente, na decisão das usinas por açúcar ou etanol.

Além disso, o mercado acompanha um otimismo com a safra 2023/24 do Centro-Sul. A produção de açúcar será maximizada, chegando a 46,9% (2,902 milhões de toneladas) na 2ª quinzena de maio, um recorde nos últimos 17 anos.

"As usinas estão maximizando a alocação de cana para produção de açúcar o quanto podem; e isso não é novidade para ninguém acompanhando a paridade de preços entre açúcar e etanol", destacou em relatório a analista da Czarnikow Ana Zancaner.

Os preços do adoçante estão cerca de 10 cents/lb mais altos do que os do biocombustível no Brasil, segundo a trading inglesa.

Leia mais:

+ Mix de açúcar das usinas do Centro-Sul bate recorde dos últimos 17 anos na 2ª quinzena de maio

A demanda pelo adoçante também é monitorada nos principais importadores. A China, por exemplo, importou apenas 40 mil toneladas de açúcar em maio, uma queda de 86,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados alfandegários do país.

MERCADO INTERNO

O mercado brasileiro trabalhou sem a principal referência de negócios nesta segunda, a Bolsa de Nova York. Com o avanço da safra, os preços tem recuado. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, foi negociado a R$ 145,08 a saca de 50 kg com desvalorização de 0,05%.

Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 161,06 a saca - estável, segundo dados da consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 27,71 c/lb e valorização de 0,61%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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