Com pressão do petróleo, açúcar passa a cair nas bolsas de NY e Londres nesta tarde de 4ª

Publicado em 02/08/2023 12:31
Mercado também acompanha valorização do dólar sobre o real, além das expectativas com safra do BR

Os contratos futuros do açúcar operam com perdas leves a moderadas nas bolsas de Nova York e Londres nesta tarde de quarta-feira (02). O mercado sente pressão do petróleo e câmbio no financeiro, além das expectativas com a safra do Brasil.

Às 12h26 (horário de Brasília), o vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) tinha desvalorização de 0,82%, cotado a 24,19 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato caía 0,46%, a US$ 696,50 a tonelada.

Após trabalhar em alta, o mercado do açúcar voltou ao vermelho nesta tarde de quarta-feira com atenção dos operadores para indicadores do financeiro. O petróleo tinha queda mais de 2% no exterior e pesava aos preços futuros do adoçante.

O óleo bruto tinha alta próxima de 1% nesta manhã nas bolsas externas. As oscilações do petróleo impactam nos preços dos combustíveis e, consequentemente, na decisão das usinas do Centro-Sul pela produção de açúcar ou etanol, com base na rentabilidade.

Além disso, o dólar tinha leve alta sobre o real, o que tende a encorajar as exportações das commodities, mas pesa sobre os preços externos. Nos fundamentos, o otimismo com a safra 2023/24 do Centro-Sul do Brasil também era um fator de baixa.

» Clique e veja as cotações completas de sucroenergético

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Açúcar encerra semana em baixa com perspectiva de excesso global de oferta
Vendas no Centro-Sul atingem 1,33 bilhão de litros nos primeiros quinze dias de janeiro
Exportações de açúcar fecham janeiro com queda de 27,2% no faturamento frente a 2025
Fixação de preço do açúcar do Brasil em NY atinge 38%, abaixo do ano anterior, diz Archer
Açúcar amplia perdas em NY e Londres com expectativa de excesso de oferta global
Centro-Sul deve impulsionar novo ciclo de excesso de oferta no mercado global de açúcar, avalia Hedgepoint