Açúcar: Expectativas com safra do BR fazem NY e Londres despencarem nesta tarde de 6ª feira

Publicado em 24/11/2023 12:43
S&P Global Commodity Insights espera produção do adoçante na 1ª metade de novembro em 2,15 milhões de toneladas

As cotações futuras do açúcar despencavam mais de 1% nesta tarde de sexta-feira (24) nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado do adoçante é permeado pelas expectativas de forte produção no Centro-Sul do Brasil na primeira metade do mês de novembro.

Por volta das 12h25 (horário de Brasília), o vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York tinha desvalorização de 1,40%, a 26,84 cents/lb. Em Londres, o principal vencimento tinha queda de 1,11%, negociado a US$ 737,80 a tonelada.

O mercado trabalha abaixo das mínimas de mais de uma década nesta tarde de sexta-feira repercutindo as expectativas de forte produção no Centro-Sul do Brasil. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) soltará seus dados nos próximos dias.

A produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil pode totalizar 2,15 milhões de toneladas na primeira quinzena de novembro, um salto anual de 28,4%, de acordo com uma pesquisa de analistas realizada pela S&P Global Commodity Insights.

No financeiro, o mercado do açúcar também sente pressão da queda do petróleo WTI. As oscilações do óleo bruto tendem a impactar diretamente na decisão de produção das usinas. Já o dólar trabalhava com leve baixa sobre o real e dava suporte.

» Clique e veja as cotações completas de sucroenergético

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Açúcar cai mais de 1% em Nova Iorque e Londres após Índia suspender compras de etanol de cana
StoneX vê açúcar acima de 37,5 milhões de toneladas no Centro-Sul, mas ATR preocupa
Raízen usa inteligência artificial para detectar focos de incêndio em 500 mil hectares de cana
Moagem de cana soma 42,42 mi/t em setembro, com queda na segunda quinzena
Açúcar cai mais de 1% em Nova Iorque e Londres com previsão de tempo seco no Brasil
Híbridos com biocombustíveis poluem menos que os elétricos, aponta Unicamp