São Paulo é o maior gerador nacional de bioeletricidade a partir de biomassa

Publicado em 18/12/2024 15:44

São Paulo é o maior gerador nacional de bioeletricidade a partir de biomassa, contribuindo, diretamente, com a redução de emissão de gases do efeito estufa (GEEs). Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), a geração de bioenergia do estado, no acumulado de janeiro a outubro deste ano, foi de 10.810 GWh.Sendo que, somente, em 2023, a produção paulista alcançou a marca de 12.445 GWhpara a rede nacional, com um acréscimo de 13,6% em relação a 2022 (10.958 GWh).

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP (SAA) vem atuando em diversas frentes no âmbito da transição energética. “São Paulo será protagonista, o mundo aposta em eficiência energética e nas matrizes renováveis para a redução das emissões de gás carbônico”, destaca o secretário de Agricultura, Guilherme Piai.

A estimativa é de que a produção de bioeletricidade paulista, gerada para a rede, tenha evitado a emissão de 2,7 milhões de toneladas de CO2, marca que seria atingida com o cultivo de 18,5 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos. “O Estado tem 210 usinas termelétricas outorgadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica, quase 50% das 427 instaladas no país que operam, atualmente, tendo o bagaço e a palha de cana como combustíveis principais”, ressalta a gerente de Bioeletricidade da UNICA, Zilmar Souza.

Enquanto, o Brasil teve uma produção bioenergética total de 28,1 mil GWh para a rede, o que representou uma participação paulista de 44,2% do total no país. Esses números só demonstram o compromisso de São Paulo com a energia renovável e sustentável, e o potencial que o estado tem para liderar essa transição no Brasil.

“São Paulo tem um grande patrimônio chamado cana-de-açúcar. Boa parte do nosso plano vem a partir desse ciclo, que conseguimos aproveitar em sua plenitude. Vai nos fornecer não só etanol de primeira, mas também de segunda geração, além de fertilizantes, biogás, biometano, hidrogênio que vem a partir da reforma do etanol e o combustível sustentável de aviação”, comemora o governador Tarcísio de Freitas.

O pesquisador do Instituto Agronômico (IAC - Apta), ligado à SAA, Heitor Cantarella, destaca que São Paulo é uma referência no setor devido ao grande número de usinas de açúcar e etanol operando dentro da unidade federativa. “O estado tem a maior participação da bioenergia em sua matriz, graças ao setor canavieiro. Além do etanol, a bioeletricidade do bagaço de cana-de-açúcar contribui, significativamente, para a matriz energética sustentável de São Paulo e do Brasil”, ressaltou Cantarella. O pesquisador destaca ainda que a energia a partir do bagaço de cana é gerada nos meses mais secos do ano, quando a produção das hidrelétricas é menor.

Para Ricardo Rosário, coordenador de Transição Energética da SAA, um dos principais destaques da bioenergia atualmente é o uso de biogás e biometano, sendo que o Estado de São Paulo vem realizando todos os esforços para estimular a produção. “No agro, por exemplo, procedimentos de licenciamento ambiental estão sendo aprovados e todas as cadeias produtivas estão sendo encorajadas a aumentar a sua produção por meio da implantação de biodigestores e outras tecnologias”, explicou Rosário.

Fonte: Governo do Estado de São Paulo

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Feplana cobra avanço da LOA e alerta para crise na cana em PE
Açúcar fecha em queda nesta 5ªfeira nas principais bolsas pressionado por produção na Índia
Antes de deixar Meio Ambiente, Marina Silva afirma que biocombustíveis são alternativa diante do conflito no Oriente Médio
Índia tem segundo déficit de açúcar consecutivo com fechamento antecipado de usinas
Setor sucroenergético avalia efeitos da Reforma Tributária sobre insumos, produção e comercialização
Cana Summit debate futuro da canavicultura com foco em mercado, etanol e geopolítica