Açúcar amplia ganhos em NY e Londres, mas preços seguem pressionados

Publicado em 10/09/2025 16:31
Alta do petróleo ajuda a sustentar cotações

Os preços do açúcar fecharam em alta nesta quarta-feira (10), estendendo a recuperação das últimas duas sessões, apoiados pela valorização do petróleo, segundo análise do portal Barchart. Apesar da sequência positiva, as cotações seguem pressionadas, com o contrato mais negociado em Nova Iorque abaixo dos 16 cents/lbp.

Em Nova Iorque, o outubro/25 avançou 0,09 cent (+0,57%), encerrando a 15,93 cents/lbp. O março/26 subiu 0,08 cent (+0,48%), cotado a 16,57 cents/lbp. O maio/26 ganhou 0,09 cent (+0,56%), para 16,23 cents/lbp, enquanto o julho/26 teve valorização de 0,07 cent (+0,44%), negociado a 16,09 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, as altas foram mais expressivas. O outubro/25 avançou US$ 6,60 (+1,36%), a US$ 489,90 por tonelada. O dezembro/25 subiu US$ 3,40 (+0,73%), para US$ 467,00 por tonelada. O março/26 registrou ganho de US$ 4,20 (+0,92%), cotado a US$ 460,90 por tonelada, enquanto o maio/26 teve a maior variação, com alta de US$ 4,50 (+0,99%), fechando a US$ 460,10 por tonelada.

Em relatório mensal divulgado nesta semana, o Itaú BBA destaca para o mercado do açúcar a queda nos preços contabilizada durante o início de setembro. A consultoria aponta como motivos a forte produção no Brasil, que apresentou um recorde no mix de açúcar, e o clima muito positivo para a safra na Índia e na Tailândia.

“Esse cenário tranquiliza os compradores e pressiona os vendedores a acelerarem o ritmo de venda”, afirma o relatório.

Com isso, o Itaú BBA destaca que os preços atuais do açúcar estão abaixo do etanol em açúcar equivalente (16,5 cents/lbp), tornando o prêmio do açúcar negativo pela primeira vez em mais de três anos.

Esse cenário não deve afetar significativamente a safra 2025/26, já que as usinas brasileiras já venderam grande parte da produção antecipadamente. Porém, a safra 2026/27 pode ser impactada, pois ainda há pouca comercialização feita.

Com isso, o Itaú BBA reduziu sua estimativa de mix de açúcar para 2026/27, apesar do recorde recente do Centro-Sul no direcionamento da cana para o adoçante.

No balanço global para a safra 2025/26 (out/25-set/26), a projeção da consultoria segue de superávit de 1,7 milhão de toneladas. Já para 2026/27, o mercado deve demorar a rever suas estimativas, já que o mix depende da evolução dos preços. Ainda assim, prêmios menores tendem a dar suporte às cotações do açúcar.

 

Fonte: Notícias Agrícolas

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