Após sequência de altas, açúcar contabiliza baixas pela segunda sessão seguida

Publicado em 08/10/2025 16:48
Recuos desta 4ª feira superaram 2% na Bolsa de Nova Iorque

Os preços do açúcar ampliaram as perdas da última sessão nesta quarta-feira (8), encerrando o dia com baixas superiores a 2% em Nova Iorque e acima de 1% em Londres. Foi a segunda sessão consecutiva de queda, devolvendo uma fatia maior dos ganhos acumulados nas últimas duas semanas.

De acordo com análise do Barchart, o movimento foi influenciado pela continuidade do viés negativo iniciado na terça-feira, após a Covrig Analytics projetar um superávit global de 4,1 milhões de toneladas para a safra 2025/26. “Os preços do açúcar caíram acentuadamente pelo segundo dia consecutivo na quarta-feira, com o açúcar de Londres atingindo a mínima em duas semanas. A queda se deve a uma transferência negativa de terça-feira, quando a Covrig Analytics projetou um excedente global de açúcar de 4,1 milhões de toneladas para a safra 2025/26”, apontou a consultoria.

Segundo informações da Reuters, operadores afirmaram que a recente alta nas cotações foi alimentada principalmente por cobertura de posições vendidas por especuladores, mas ressaltaram que os fundamentos permanecem baixistas, sustentados pelas expectativas de oferta excedente global na próxima temporada.

Na semana anterior, o analista Mauricio Muruci, da Safras & Mercado, já havia alertado que o movimento de valorização observado recentemente poderia ser seguido por realização de lucros. “Quando há uma sequência de altas, a expectativa de correção tende a crescer, especialmente em um contexto de tendência de baixa mais ampla”, observou o especialista em entrevista ao Notícias Agrícolas.

Em Nova Iorque, o contrato março/26 caiu 34 pontos, negociado a 16,29 cents/lbp (-2,04%). O maio/26 recuou 31 pontos, para 15,83 cents/lbp (-1,92%), enquanto o julho/26 perdeu 30 pontos, cotado a 15,69 cents/lbp (-1,88%). O outubro/26 encerrou em 15,90 cents/lbp, com baixa de 30 pontos (-1,85%).

Na Bolsa de Londres, o movimento também foi de forte correção. O dezembro/25 recuou US$ 7,30, para US$ 450,70 por tonelada (-1,59%). O março/26 caiu US$ 7,90, a US$ 450,70 por tonelada (-1,72%), enquanto o maio/26 perdeu US$ 8,50, cotado a US$ 450,50 por tonelada (-1,85%). Já o agosto/26 fechou a US$ 448,50 por tonelada, com baixa de US$ 8,30 (-1,81%).

Fonte: Notícias Agrícolas

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