Açúcar opera com leve alta em Nova Iorque e Londres nesta quarta (10)

Publicado em 10/12/2025 08:42 e atualizado em 10/12/2025 10:01
Moeda brasileira desvalorizada incentiva exportações e pressiona preços do açúcar, mas oferta restrita sustenta ganhos do etanol

Nesta quarta-feira (10), o mercado do açúcar opera com leves altas, acompanhando o movimento positivo nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, o contrato março/26 é negociado a 14,76 cents de dólar por libra-peso, avanço de 0,61%. O maio/26 registra 14,38 cents (+0,56%), enquanto o julho/26 é cotado a 14,35 cents (+0,42%). Em Londres, a commodity também se valoriza, com o março/26 precificado em US$ 422,70 por tonelada, alta de 0,93%.

Nos últimos dias, a desvalorização do real tem influenciado os preços internacionais, uma vez que a moeda brasileira atingiu a mínima em 1,75 meses frente ao dólar na terça-feira, estimulando as exportações de açúcar e ampliando a oferta global do produto.

No Brasil, o cenário segue dividido entre a pressão sobre o açúcar e a sustentação dos preços do etanol. No caso do adoçante, o aumento da produção global, sobretudo na Índia, somado à estratégia das usinas brasileiras de manter estoques reduzidos, deve limitar movimentos de alta no curto prazo. Já o etanol tende a permanecer em trajetória positiva, sustentado por menor oferta e demanda aquecida no mercado interno.

O etanol hidratado segue em valorização no mercado spot paulista desde meados de outubro. Na última semana, o Indicador CEPEA/ESALQ avançou pela oitava semana consecutiva, impulsionado pela redução da oferta e pela maior procura. Segundo levantamento da Unica, o número de usinas que já encerraram a safra 2025/26 na região Centro-Sul subiu para 120 unidades, contra 70 no mesmo período do ano anterior.

Entre 1º e 5 de dezembro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,8853/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), alta de 0,7% frente à semana anterior. Já o etanol anidro encerrou o período a R$ 3,3128/litro (líquido de impostos), registrando elevação de 0,38%.

Por: Ericson Cunha
Fonte: Notícias Agrícolas

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