Açúcar retoma patamar de 15 cents com suporte de dados da safra brasileira
Nesta quinta-feira (08), o mercado do açúcar opera em alta e volta a ser negociado no patamar de 15 cents de dólar por libra-peso em Nova Iorque. O contrato março/26 é cotado a 15,04 cents, alta de 0,40%. O vencimento maio sobe para 14,63 cents (+0,27%) e o julho para 14,63 cents (+0,14%). Em Londres, o adoçante acompanha o movimento positivo, com o março negociado a US$ 429,40 por tonelada (+0,40%).
Os preços encontram suporte nos fundamentos do Brasil uma vez que o país atravessa a entressafra e o real valorizado frente ao dólar desestimula a participação agressiva das usinas no mercado internacional de exportação. Contudo, a valorização é limitada pelas previsões de safras robustas na Tailândia e na Índia.
O mercado também repercute as análises sobre o ciclo atual, que deve ser de recuperação produtiva. Em entrevista concedida na última terça-feira (06), o analista Maurício Muruci, da consultoria Safras & Mercado, destacou que o clima no primeiro trimestre será determinante para o cenário ser positivo. No entanto, a previsão meteorológica indica chuvas abaixo da média para o período e levanta preocupações. Segundo o especialista, caso isso se confirme, o tamanho da safra 2026/27 será impactado e deverá registrar apenas um "crescimento marginal".
Além do clima, a estratégia industrial das usinas é outro fator altista para o açúcar. Muruci ressaltou que o etanol hidratado apresenta atualmente uma arbitragem positiva em torno de 25% frente ao açúcar. De acordo com o analista, esse diferencial financeiro pode levar a uma redução estimada de cerca de 5% na produção do adoçante, à medida que as unidades produtoras priorizem a fabricação do biocombustível.