Açúcar branco fecha próximo da estabilidade em Londres nesta 2ª feira (19)
Sem a referência da Bolsa de Nova Iorque nesta segunda-feira (19), devido ao feriado do Dia de Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos, os principais contratos do açúcar branco negociados em Londres apresentaram leves baixas ou ficaram estáveis. O movimento refletiu um mercado de menor liquidez, ainda sustentado por um cenário global de oferta relativamente confortável.
Na Bolsa de Londres, o contrato março/26 recuou US$ 0,60 (-0,14%) e encerrou o pregão a US$ 427,80 por tonelada. O maio/26 também teve leve baixa de US$ 0,20 (-0,05%), fechando a US$ 426,40 por tonelada. Já o agosto/26 permaneceu estável, cotado a US$ 421,60 por tonelada, enquanto o outubro/26 terminou o dia sem variação, a US$ 419,70 por tonelada.
De acordo com a análise mensal do Itaú BBA, os preços do açúcar seguem relativamente estáveis, mesmo diante de notícias positivas sobre a produção na Europa e na Índia. Com o avanço das safras no Hemisfério Norte, o mercado global permanece superavitário em cerca de 2,6 milhões de toneladas. Segundo o relatório, o aumento da oferta europeia tem sido parcialmente compensado por perdas de produção na Tailândia e no Nordeste do Brasil.
A produção de açúcar na Europa surpreendeu positivamente, apesar da redução de 8% da área plantada com beterraba. Conforme o Itaú BBA, o desempenho foi sustentado por uma produtividade acima do esperado, favorecida por condições climáticas mais benignas na fase final do ciclo e por um maior teor de açúcar na beterraba. Com isso, a estimativa de produção na UE27 mais o Reino Unido foi revisada para 16,6 milhões de toneladas, queda de apenas 3,6% em relação à safra anterior.
Em sentido oposto, o Nordeste brasileiro enfrenta atraso na moagem, menor volume de cana processada e redução do mix de açúcar, o que levou a uma revisão da produção regional para 3,2 milhões de toneladas, volume 8,1% inferior ao do ciclo passado. Na Tailândia, problemas climáticos e fitossanitários também pesaram, motivando o corte da estimativa de produção para 10,4 milhões de toneladas.
As atenções do mercado agora se voltam para Brasil e Índia. No caso brasileiro, o Itaú BBA destaca que a maior atratividade do etanol — sustentada pela baixa oferta durante a entressafra e pelo aumento dos impostos sobre a gasolina — pode influenciar o mix da próxima safra e, consequentemente, os preços do açúcar. Já na Índia, a produção segue avançando de forma robusta, com 11,8 milhões de toneladas produzidas até o fim de dezembro e projeção de 31,5 milhões de toneladas no total da safra, embora o ritmo das exportações continue lento.