Açúcar fecha misto em Nova Iorque e cai em Londres sob pressão da oferta global

Publicado em 26/01/2026 16:27
Valorização do real dá suporte pontual em NY, mas produção elevada mantém mercado defensivo

Os preços do açúcar encerraram a sessão com comportamento misto na Bolsa de Nova Iorque e em queda em Londres. Em Nova Iorque, a valorização do real frente ao dólar ofereceu suporte pontual às cotações, ao reduzir o estímulo às exportações brasileiras. Ainda assim, o mercado segue pressionado pela percepção de oferta global abundante, que limita movimentos mais consistentes de recuperação.

Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato março/26 avançou 0,06 cent (+0,41%) e fechou a 14,79 cents/lbp. O maio/26 recuou 0,01 cent (-0,07%), encerrando a 14,30 cents/lbp. O julho/26 também perdeu 0,01 cent (-0,07%), com fechamento a 14,31 cents/lbp, enquanto o outubro/26 registrou leve alta de 0,01 cent (+0,07%), terminando o dia a 14,64 cents/lbp.

Em Londres, os contratos do açúcar branco operaram no campo negativo. O março/26 caiu US$ 4,70 (-1,12%) e fechou a US$ 414,20 por tonelada. O maio/26 perdeu US$ 2,30 (-0,55%), com preço final de US$ 417,40 por tonelada. O agosto/26 recuou US$ 1,60 (-0,38%), encerrando a US$ 414,00 por tonelada, enquanto o outubro/26 caiu US$ 0,90 (-0,22%), fechando a US$ 413,00 por tonelada.

Em análise divulgada nesta segunda-feira, Jack Schoville, analista da Price Future Group, reforçou que as boas condições de cultivo da cana-de-açúcar ao redor do mundo mantêm a oferta elevada. Segundo ele, a perspectiva de um grande excedente global na safra 2025/26 segue deixando o mercado na defensiva, com o aumento da produção na Índia e na Tailândia ampliando a disponibilidade, enquanto o consumo global deve permanecer estável.

O Barchart também destacou que o avanço da produção global continua pressionando os preços. Na última quarta-feira, a Unica informou que a produção acumulada de açúcar do Centro-Sul do Brasil na safra 2025/26, até dezembro, cresceu 0,9% em relação ao ano anterior, totalizando 40,222 milhões de toneladas. Além disso, o mix de cana direcionado à produção de açúcar subiu para 50,82% em 2025/26, ante 48,16% na safra 2024/25.

Fonte: Notícias Agrícolas

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