Açúcar fecham com baixas em Nova Iorque pressionado pela oferta global
Os preços do açúcar fecharam em baixa nesta quarta-feira (28) na Bolsa de Nova Iorque, devolvendo os ganhos da sessão anterior, enquanto em Londres os contratos apresentaram variações mistas e próximas da estabilidade. Sem novidades relevantes no curto prazo, as cotações seguem pressionadas pela condição de superávit global, com aumento da produção entre os principais países produtores, especialmente na Índia, em um cenário de consumo mais contido.
Segundo o Barchart, o açúcar em Londres atingiu a mínima em 2,5 meses nesta quarta-feira. “O aumento da produção global de açúcar tem pressionado os preços”, destacou análise do portal internacional.
Na tarde de terça-feira, a Reuters informou que comerciantes apontaram preocupação com o clima mais seco do que o normal na região Centro-Sul do Brasil, o que pode afetar o desenvolvimento da próxima safra de cana-de-açúcar. Caso se confirme uma piora das condições dos canaviais, esse fator poderá influenciar a formação de preços mais adiante. No fim de 2025, a StoneX já havia reduzido sua estimativa de produção para o Centro-Sul na safra 2026/27, diante de previsões de chuvas abaixo da média no início de 2026.
Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato março/26 recuou 0,12 cent, queda de 0,81%, encerrando a sessão a 14,72 cents/lbp. O maio/26 perdeu 0,07 cent, baixa de 0,49%, com fechamento a 14,32 cents/lbp. O julho/26 cedeu 0,03 cent, recuo de 0,21%, cotado a 14,35 cents/lbp. Já o outubro/26 registrou leve desvalorização de 0,02 cent, queda de 0,14%, encerrando o dia a 14,68 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o contrato março/26 caiu US$ 1,00, recuo de 0,24%, fechando a US$ 412,20 por tonelada. Em sentido oposto, o maio/26 avançou US$ 0,70, alta de 0,17%, com preço final de US$ 416,70 por tonelada. O agosto/26 recuou US$ 1,10, queda de 0,27%, encerrando a US$ 412,60 por tonelada. O outubro/26 perdeu US$ 1,30, baixa de 0,31%, fechando a US$ 412,00 por tonelada.