Açúcar amplia perdas em NY e Londres com expectativa de excesso de oferta global
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Os preços do açúcar fecharam novamente em baixa nas bolsas de Nova Iorque e Londres nesta quinta-feira (05), ampliando as perdas da sessão anterior. De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, o mercado segue estruturalmente marcado por excesso de oferta, com o Centro-Sul do Brasil no centro da pressão baixista atual e futura.
Em relatório divulgado nesta quinta-feira, Lívea Coda, coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint, afirmou que uma parcela relevante do excedente global decorre do forte desempenho do Brasil no ciclo atual, somado à melhora dos resultados produtivos no Hemisfério Norte.
Segundo a analista, a safra 2025/26 do Centro-Sul brasileiro está em fase final e indica uma produção robusta de açúcar. A estimativa da Hedgepoint aponta moagem próxima de 610 milhões de toneladas de cana, com mix de 50,6% destinado ao açúcar, o que resultaria em uma produção ao redor de 40,5 milhões de toneladas do adoçante.
Ainda conforme a análise, mesmo com a perspectiva de um mix de açúcar mais baixo, é improvável que os fluxos globais de comércio se reequilibrem de forma plena, o que tende a limitar movimentos de recuperação mais consistentes nos preços internacionais.
Na Bolsa de Nova Iorque, os contratos futuros encerraram o dia em queda. O março/26 recuou 0,17 cent, baixa de 1,18%, fechando a 14,27 cents/lbp. O maio/26 caiu de 14,05 para 13,84 cents/lbp, perda de 1,49%. O julho/26 também encerrou a 13,84 cents/lbp, recuo de 1,35% em relação ao fechamento anterior. Já o outubro/26 perdeu 0,19 cent, queda de 1,33%, com fechamento a 14,15 cents/lbp.
Em Londres, o movimento também foi negativo. O contrato março/26 caiu de US$ 411,30 para US$ 407,90 por tonelada, baixa de 0,83%. O maio/26 recuou 0,94%, passando de US$ 417,00 para US$ 413,10 por tonelada. O agosto/26 perdeu 1,12%, fechando a US$ 406,10 por tonelada, enquanto o outubro/26 registrou queda de 1,15%, encerrando a sessão a US$ 403,20 por tonelada.
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