Açúcar fecha com altas em NY e variações mistas em Londres
Os preços do açúcar registraram nova alta na Bolsa de Nova Iorque, com ganhos leves de até 0,7%, enquanto em Londres as variações foram mistas e próximas da estabilidade nesta terça-feira (24).
O mercado segue encontrando suporte na valorização do real frente ao dólar, movimento que tende a desestimular as exportações brasileiras e, consequentemente, reduzir a oferta global do adoçante.
Outro fator positivo veio do cenário internacional. Segundo a Reuters, a corretora ADM Investor Services apontou que as fortes chuvas na Índia — segundo maior produtor mundial de açúcar — podem ter reduzido a produção de cana-de-açúcar, oferecendo suporte adicional às cotações.
Além disso, conforme destacou o Barchart, uma posição vendida excessiva por parte dos fundos em contratos futuros de açúcar em Nova Iorque pode impulsionar uma onda de cobertura de posições vendidas, dando sustentação aos preços.
O relatório semanal Commitment of Traders (COT), divulgado na última sexta-feira (20), mostrou que os fundos ampliaram suas posições vendidas em futuros e opções de açúcar em Nova Iorque em 14.381 contratos na semana encerrada em 17 de fevereiro, atingindo um recorde de 265.324 posições vendidas líquidas — maior nível da série histórica iniciada em 2006.
Na Bolsa de Nova Iorque, os contratos voltaram a encerrar no campo positivo, embora com ganhos mais modestos. O março/26 subiu 0,10 cent, alta de 0,69%, fechando a 14,55 cents por libra-peso. O maio/26 teve leve valorização de 0,01 cent (+0,07%), para 14,01 cents/lbp. O julho/26 avançou 0,04 cent (+0,29%), encerrando a 14,00 cents/lbp. Já o outubro/26 registrou ganho de 0,03 cent (+0,21%), terminando o dia a 14,30 cents/lbp.
Em Londres, o comportamento foi misto. O maio/26 recuou US$ 1,00 (-0,25%), fechando a US$ 407,20 por tonelada. O agosto/26 cedeu US$ 0,60 (-0,15%), para US$ 404,80 por tonelada. O outubro/26 perdeu US$ 0,40 (-0,10%), encerrando a US$ 405,00 por tonelada. Na contramão, o dezembro/26 avançou US$ 0,40 (+0,10%), terminando a sessão a US$ 408,20 por tonelada.