Açúcar perde fôlego em NY, mas valorização do Real limita participação brasileira nas negociações internacionais
Nesta quarta-feira (25), o mercado do açúcar perdeu parte do fôlego das últimas sessões e opera com leve viés de baixa na Bolsa de Nova Iorque. O contrato com vencimento em março de 2026 é negociado a 14,54 cents de dólar por libra-peso, um recuo marginal de 0,07%. Os vencimentos mais longos também apresentam realização de lucros, perdendo o suporte dos 14 cents: o maio recua para 13,97 cents (-0,29%) e o julho opera a 13,96 cents (-0,29%). Em Londres, o mercado do açúcar branco segue na direção oposta e sustenta estabilidade com viés positivo. O contrato maio/26 é precificado a US$ 407,40 por tonelada, uma valorização de 0,05%.
O leve recuo desta manhã ocorre após um fechamento misto na terça-feira, quando os contratos em Nova Iorque chegaram a atingir a maior cotação em duas semanas e meia. O principal fator que tem dado suporte aos preços e impedido quedas mais acentuadas vem do cenário cambial brasileiro, pois a forte valorização do real frente ao dólar está mudando a dinâmica de vendas das usinas.
Para os produtores brasileiros, um real forte significa que as vendas feitas em dólares rendem menos quando convertidas para a moeda local. Esse cenário desestimula a aceleração das exportações, já que as margens ficam espremidas. Com o Brasil segurando a oferta e enviando menos produto para o mercado externo, os preços globais encontram um piso de sustentação natural nas bolsas internacionais.