Açúcar fecha em baixa, mas encerra março com alta acumulada de mais de 12% no mês
Os preços do açúcar fecharam em baixa nesta terça-feira (31). Apesar do recuo no dia, o mercado encerrou o mês de março com forte valorização acumulada nas principais bolsas internacionais, refletindo principalmente o impacto das tensões geopolíticas.
De acordo com análise da consultoria Hedgepoint, a escalada dos preços do açúcar no período recente foi impulsionada pela intensificação das tensões geopolíticas e pela valorização da energia, cenário influenciado pela guerra entre Estados Unidos e Irã. Ainda assim, a consultoria ressalta que os fundamentos seguem complexos e que o mercado permanece estruturalmente baixista.
A coordenadora de inteligência de mercado da Hedgepoint, Lívea Coda, destacou que o suporte atual para os preços é considerado frágil e depende, em grande parte, da continuidade do conflito no Oriente Médio.
As perdas registradas nesta terça-feira, segundo o Barchart, refletem um movimento remanescente do último relatório divulgado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), que apontou aumento de 0,7% na produção do Centro-Sul do Brasil em relação ao ano anterior.
Por outro lado, as baixas foram parcialmente limitadas pela valorização do real frente ao dólar, movimento que tende a desestimular as exportações brasileiras e reduzir a expectativa de oferta no mercado global.
Na Bolsa de Nova Iorque, os contratos registraram desvalorização. O maio/26 recuou 0,03 cent (-0,19%), fechando a 15,52 cents/lbp. O julho/26 perdeu 0,09 cent (-0,57%), para 15,68 cents/lbp. O outubro/26 caiu 0,11 cent (-0,68%), encerrando a 16,05 cents/lbp, enquanto o março/27 registrou baixa de 0,12 cent (-0,71%), terminando o dia cotado a 16,69 cents/lbp.
Em Londres, o movimento também foi negativo. O maio/26 caiu US$ 3,80 (-0,84%), fechando a US$ 448,50 por tonelada. O agosto/26 recuou US$ 1,60 (-0,35%), para US$ 452,00 por tonelada. O outubro/26 perdeu US$ 2,20 (-0,48%), encerrando a US$ 455,40 por tonelada, enquanto o dezembro/26 registrou queda de US$ 2,30 (-0,50%), fechando a sessão a US$ 457,40 por tonelada.
Na comparação entre a primeira sessão de março (02/03/2026) e a última sessão do mês (31/03/2026), os contratos do açúcar acumularam forte valorização nas duas bolsas.
Na Bolsa de Nova Iorque, o maio/26 avançou de 13,91 para 15,52 cents/lbp (+11,57%). O julho/26 subiu de 13,90 para 15,68 cents/lbp (+12,81%). O outubro/26 passou de 14,23 para 16,05 cents/lbp (+12,79%), enquanto o março/27 registrou alta de 12,01%, ao sair de 14,90 para 16,69 cents/lbp.
Em Londres, o maio/26 saltou de US$ 413,60 para US$ 448,50 por tonelada (+8,44%). O agosto/26 avançou de US$ 410,00 para US$ 452,00 (+10,24%). O outubro/26 subiu de US$ 408,80 para US$ 455,40 (+11,40%), enquanto o dezembro/26 teve valorização de 11,56%, ao passar de US$ 410,00 para US$ 457,40 por tonelada.