Açúcar avança com a alta do petróleo em meio a conflito do Oriente Médio

Publicado em 02/04/2026 10:40
Movimentos foi sentido nas principais bolsas internacionais diante do cenário geopolítico

O mercado do açúcar voltou a registrar alta nas principais bolsas internacionais nesta quinta-feira (2), recuperando parte das perdas acumuladas nas sessões anteriores. O movimento positivo ocorre em meio à valorização do petróleo, que volta a influenciar o direcionamento do setor sucroenergético global.

Na bolsa de Nova Iorque, os contratos iniciaram o dia em alta. O vencimento maio avançava 10 pontos, negociado a 15,39 cents por libra-peso. Já o contrato julho também registrava valorização, com ganho de 9 pontos, sendo cotado a 15,56 cents/lbp.

Em Londres, o cenário foi semelhante. O contrato de maio do açúcar branco subia 36 pontos, sendo comercializado a US$ 445,70 por tonelada.

Conflito no Oriente Médio

A recente escalada das tensões no Oriente Médio voltou a impactar diretamente o mercado, refletindo nos preços do açúcar. O petróleo registrou nova alta após declarações do ex-presidente Donald Trump sobre a continuidade dos ataques envolvendo o Irã, o que aumentou a percepção de risco entre os investidores.
Segundo o pronunciamento, as ações militares devem se estender por mais duas ou três semanas, intensificando as preocupações com o cenário geopolítico. A reação foi imediata: o petróleo, que vinha operando abaixo de US$ 100 por barril, avançou cerca de 5% após a fala.

O mercado segue atento, especialmente diante da possibilidade de impactos no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo. Qualquer interrupção no fluxo da commodity tende a sustentar os preços da energia em níveis elevados.

Esse movimento no petróleo influencia diretamente o setor sucroenergético, especialmente no Brasil, onde as usinas possuem flexibilidade para direcionar a produção entre açúcar e etanol. Com a valorização da energia, aumenta a competitividade do biocombustível, o que pode reduzir a oferta de açúcar e dar suporte aos preços no mercado internacional.

Por: Andréia Marques
Fonte: Notícias Agrícolas

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